sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Mundos Fantásticos

Como criar histórias de Ficção científica, fantasia e terror.
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Teoria Literária

Escrita Criativa

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Fundamentação teórica para o livro "Criando mundos fantásticos: como escrever um livro de ficção"

Resumo (Na língua Vernácula : Português)

Palavras- Chaves: Teoria Literária,  Escrita Criativa, Conto, Novela, Romance.

Resumo (Em língua estrangeira: Inglês):

Palavras-chaves (Keywords):

Sumário

Prefácio

Introdução

Tema
Justificativa
Relevância
Contribuições
O problema da pesquisa
A hipótese
O objetivo geral
Os objetivos específicos
Procedimentos metodológicos
Quadro - teórico
Objeto de estudo: A exploração (o medo do desconhecido, a necessidade de saber - o problema do conhecimento)

Desenvolvimento

1. Revisão da literatura:

1.1. O que é um best-seller

"Best-seller é o livro que, não importando o tema e em nível nacional, vende mais de dez mil exemplares ao espaço de cem dias [...] (INOUE, 2007, p.15).
"Basicamente, há seis formas de vender livros: nos lançamentos, nas livrarias, nas bancas, nos pontos-de-venda, mais heterodoxas, por mala-direta e de porta em porta [...] (INOUE, 2007, p.22)
"Características atuais de um livro de sucesso: Boa apresentação, vom título, temática de interesse do público leitor, trama envolvente, boa estruturação, boa linguagem, boa distribuição [...] Os três pilares de uma boa trama: motivação, correspondência e ponto de identificação. [...] Um bom romance [...] precisa ser estruturado de tal forma que impeça o leitor de parar de ler. Isso significa manter um clima de suspense durante todo o texto, com enganchamentos bem caracterizados entre os capítulos e subcapítulos [...]" (INOUE, 2007, p.20)
"Uma boa obra literária precisa obrigatoriamente ter: criatividade, qualidade e originalidade" (INOUE, 2007, p. 43).
"Devo lembrar que estamos falando de escrever romances do tipo que os americanos gostam de chamar de best-sellers, sejam eles classificados ou não como obras de pulp fiction. Ora, uma das características [...] principais desse tipo de obra é que ela deve ser lida de uma só vez, praticamente sem qualquer interrupção" (INOUE, 2007, p.12).

1.2. Tendências de Mercado

"É importante salientar que um romance com condições de se tornar um best-seller deve misturar algumas das tendências de mercado [...] Um romance de aventura, abordando um problema de esfera social e psicológica, com incursões em assuntos místicos e esotéricos, tudo isso escrito de forma a ser ma leitura de lazer" (INOUE, 2007, p.28)

Por dentro do livro

1.3. O público-alvo

"É para [...] o público leitor que escrevemos e, portanto, temos de levar em conta suas exigências: Lazer, informação, identificação com a realidade, identificação com o protagonista, sonho" (INOUE, 2007, p. 36).

Tipos de leitor

1.4. A idéia

"[...] o homem tem, fundamentalmente, apenas um objetivo: o da sobrevivência. O que diferencia um homem do outro é a forma como ele utiliza as armas de que dispõe para continuar vivo" (INOUE, 2007, p.44).

O que é a ideia

Em busca da ideia

"Um livro, como qualquer outro tipo de criação intelectual, parte sempre de uma idéia, de algum fato - concreto ou não - que nos impressiona e que nos leva ao desejo de criar alguma coisa sobre ele" (INOUE, 2007, p.37).
"[...] é por meio do conhecimento de fatos e de coisas, de experiências e de teorias, já devidamente vicenciadas por nós mesmos ou por outros, que podemos montar um arquivo de dados suficientemente rico para nos permitir a ousadia de escrever um livro" (INOUE, 2007, p.43).
"Conhecimento é o armazenamento mental do somatório de informações adquiridas e experiências vividas que serão selecionadas e utilizadas de acordo com o grau de inteligência e/ou a necessidade de sobrevivência" (INOUE, 2007, p. 41).

1.5. O tema

A escolha do tema

"O bom autor não sente nenhuma necessidade de provar que sabe. Ele simplesmente transmite conhecimento de forma discreta e suave, como se estivesse comentando o assunto com alguém que conhece tanto quanto ele" (INOUE, 2007, p.34).

1.6. A pesquisa

" Outra característica de um best-seller é exatamente a sua verossimilhança, ou seja, a semelhança com a realidade, e isso só será possível se houver pesquisa [...] É verdade que estamos tratando de ficção, mas o fato de uma obra ser ficcional não significa que se possa inventar à vontade, que se possam contar mentiras escabrosas [...] Ora, para escrever um bom romance, um história que possa ser verossímil apesar de meramente imaginária, é preciso pesquisar. Pesquisar o que de fato aconteceu para que se possa inventar o que poderia ter acontecido" (INOUE, 2007, p.13)

1.7. O início da construção

"[...] pela necessidade de saber onde chegar, que eu sempre começo um romance pelo fim [...] a boa estruturação [...] é condição sine qua non para o sucesso" ( INOUE, 2007, p. 20,21).

Planejamento

Análise e síntese

1.8. Conflito

Apresentação do conflito

Desenvolvimento do conflito

Solução do conflito

1.9. Os gêneros narrativos

"Livro de ficção é aquele que versa sobre uma história totalmente imaginada pelo autor, algo que não aconteceu na realidade. Livro de não ficção é um relato, ensaio, estudo ou conjunto de ponderações sobre fatos reais, sejam eles concretos ou abstratos. Podemos ter um livro de ficção, por exemplo, que tenha em sua temática fatos históricos, portanto reais; teremos então um livro de ficção histórica, no qual com base em fatos que realmente aconteceram, o autor criou uma história fictícia" (INOUE, 2007, p.16).

Conto

Novela

Romance

.Ficção Científica (FC)
"Fantasia é o impossível tornado provável. Ficção científica é o improvável tornado possível" - Rod Serling

Geralmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e/ou consequências possíveis em um determinado mundo, cenário alternativo, sociedade ou em seus indivíduos de maneira racional.
Temas recorrentes: Viagem espacial, vida extraterrestre etc.

1.10. Montando o projeto literário

Esquema para projeto literário

Explicando o projeto

O percurso da ação dramática

1.11. Estrutura do romance

Montagem da história

Montagem do conflito

Solução do conflito

Os diálogos

Iniciando o texto

"[...] parto do princípio de que quem gosta de escrever e pretende criar um livro tenha pelo menos as noções básicas de gramática e ortografia [...]" (INOUE, 2007, p. 14)

2. Metodologia

3. Resultados/ análise e discussão

Conclusão

Referências

INOUE, Ryoki. Vencendo o desafio de escrever um romanca. São Paulo: Summus, 2007.
KING, Stephen. Sobre a escrita. Suma de letras Brasil, 2015.
VOGLER, Christopher. A jornada do escritor: estrutura mítica para escritores. Aleph, 2015.
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Para ler:
The elements of style by William Strunk.
Vocabulários da língua portuguesa.
Gramáticas da língua portuguesa.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Quem é Nora Royce

Quem é Nora Royce? se trata de uma obra de ficção, ambientada no estado americano de Nova York, completamente imaginária cuja história corre paralelamente à nossa. Os nomes, personagens, lugares e acontecimentos retratados em Quem é Nora Royce? são ficcionais ou usados de modo ficcional. Qualquer semelhança com fatos, locais ou pessoas reais, vivas ou mortas, é pura coincidência ou adaptação a esse subgênero literário ("terror psicológico"). Por exemplo, os ensaios, artigos e outros textos incluídos nesta antologia são inteiramente ficcionais, e não há qualquer intenção de retratar autores reais ou insinuar que qualquer pessoa possa realmente ter escrito, publicado ou contribuído com os ensaios, artigos e outros textos ficcionais aqui incluídos.

Esgotado o potencial apodíctico atingido pela filosofia, a mente humana não tem outra opção a não ser saltar para o poético, abrindo espaço para mil especulações, uma parte das quais seguirá em frente, refazendo o ciclo de incremento de certeza até desaguar na maior certeza possível, que se diluirá em seguida no oceano do imaginário e assim infinitamente. Não é possível dissociar o conhecimento humano positivo do imaginativo. Tudo começa e termina no mitopoético. JOSÉ MUNIR NASSER (2010)

Um mergulho no lago

Um mergulho no lago é uma obra de ficção, ambientada nos estados do Maine e Nova York (USA), completamente imaginária cuja história corre paralelamente à nossa. Os nomes, personagens, lugares e acontecimentos retratados em Um mergulho no lago são ficcionais ou usados de modo ficcional. Qualquer semelhança com fatos, locais ou pessoas reais, vivas ou mortas, é pura coincidência ou adaptação a esse subgênero literário ("terror psicológico"). Por exemplo, os ensaios, artigos e outros textos incluídos nesta antologia são inteiramente ficcionais, e não há qualquer intenção de retratar autores reais ou insinuar que qualquer pessoa possa realmente ter escrito, publicado ou contribuído com os ensaios, artigos e outros textos ficcionais aqui incluídos.

Esgotado o potencial apodíctico atingido pela filosofia, a mente humana não tem outra opção a não ser saltar para o poético, abrindo espaço para mil especulações, uma parte das quais seguirá em frente, refazendo o ciclo de incremento de certeza até desaguar na maior certeza possível, que se diluirá em seguida no oceano do imaginário e assim infinitamente. Não é possível dissociar o conhecimento humano positivo do imaginativo. Tudo começa e termina no mitopoético. JOSÉ MUNIR NASSER (2010)

Cafarnaum Tupiniquim

Cafarnaum Tupiniquim: Um delírio teocrático brilhou no céu da Pátria nesse instante...

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Minhas meditações sobre "o Estado é laico" x "o Brasil é do Senhor Jesus"... Inicialmente seria um ensaio, mas como ando lendo muito Philip Roth, pretendo usar uma coisa ou outra das suas descrições da comunidade judaica americana e, guardadas as devidas proporções, "romancear" nossa querida "gospelândia" canarinha. 

Uma distopia em que o poder fosse tomado por militares e "forças conservadoras" apoiadas pela Igreja. Algo bem distópico e distante da nossa realidade, né? 

A marciana

Valles Marineris



Para uma futurologia ler:
"sapiens" e "homo deus" do Yuval Harari.

Para inspiração ler: 
Perdido em Marte (), Nas montanhas da loucura (H.P.Lovecraft)

Para personagens:

Abigail "Abby" Harrison
https://en.wikipedia.org/wiki/Abigail_Harrison

Dorothy Metcalf-Lindenburger


http://www.wikiwand.com/pt/Dorothy_Metcalf-Lindenburger

Kathryn P. (Kay) Hire (Commander, U.S. Naval Reserve)
NASA Astronaut

http://www.spaceacts.com/starship/seh/hire.html



Nota do autor


A Marciana é uma obra de ficção ambientada no “Mundo Antigo” completamente imaginário cuja história corre paralelamente à nossa. Os nomes, personagens, lugares e acontecimentos retratados em A Marciana são ficcionais ou usados de modo ficcional. Qualquer semelhança com fatos, locais ou pessoas reais, vivas ou mortas, é pura coincidência ou adaptação a esse subgênero literário ("planeta e espada"). Por exemplo, os ensaios, artigos e outros textos incluídos nesta antologia são inteiramente ficcionais, e não há qualquer intenção de retratar autores reais ou insinuar que qualquer pessoa possa realmente ter escrito, publicado ou contribuído com os ensaios, artigos e outros textos ficcionais aqui incluídos.


Esgotado o potencial apodíctico atingido pela filosofia, a mente humana não tem outra opção a não ser saltar para o poético, abrindo espaço para mil especulações, uma parte das quais seguirá em frente, refazendo o ciclo de incremento de certeza até desaguar na maior certeza possível, que se diluirá em seguida no oceano do imaginário e assim infinitamente. Não é possível dissociar o conhecimento humano positivo do imaginativo. Tudo começa e termina no mitopoético. JOSÉ MUNIR NASSER (2010)

    

Da ordem feudal

Ela, porém, replicou: “Sim, Senhor, mas até os cães de estimação, comem das migalhas que caem das mesas de seus donos”.




O Náufrago

Há muitas formas de morrer. 

PETRAIOS
- Cortem a cabeça desse velho sacerdote! gritara o rei de Adoham.
Enquanto Petraios comia seu pão e vinho, "tranquilamente". Até que o primeiro guarda real fez sinal de prendê-lo e o idoso cortou-lhe uma das orelhas com sua espada curta.
Onze anos atrás, embora parececem agora dois mil,  o sacerdote governava em seu castelo na areia e rocha, um reino de justica e paz.
- Sobre esta pedra eu edificarei a minha fortaleza e os navios do rei de Adoham não prevalecerão contra ela. Dissera Petraios a sua filha Pietra, ao avistar as velas drakarianas no horizonte.
Os drakarianos conquistaram fama de marinheiros intrepidos e ativos comerciantes.
[...]
Petraios era, rei-sacerdote de Salém. Pequena aldeia próxima à cidade de Avar. Ele e Vriseu, pai de Vriseida, seriam filhos de um homem chamado Usna, sobre o qual nada se conhece. Durante o cerco de Salém (porém antes das ações narradas em "os navios do rei") Thilt, capitão-mor da frota drakari, capturou sua filha Pietra, como espólio de guerra, e recusou-se a aceitar um pagamento de resgate oferecido por Petraios em troca de sua liberdade. Somente após uma praga, enviada pelo Deus de Salém - nas palavras de Petraios, abater-se sobre a embarcação, é que Van, irmão gêmeo de Thilt viu-se forçado a lançar Pietra o mar e terminar o sofrimento da náu. E despertar em Thilt a sede pelo fratricídio.

VRISEIDA 

Vriseida foi, uma viúva, da cidade de Salém. Sequestrada durante o cerco por Van Hyde, depois que este matou seus três irmãos e seu marido, o príncipe Advos. Depois que as palavras de Petraios forçaram o líder dos marinheiros, Thilt, a abandonar Pietra, uma mulher que havia capturado, o capitão ordenou que os seus subalterno Sielog e Culimas buscassem-lhe Vriseida como compensação, por Van tem lançado Pietra no mar. Sentindo-se ofendido por esta desapropriação, Van, desafia o irmão, mas antes de matá-lo, é acusado por motim e preso para julgamento real. Escapa e foge para um ilhéu na Macaronésia.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A PIRÂMIDE DE MASLOW

1. Satisfaça suas necessidades fisiológicas:
1.1.Beba água, sucos naturais, água de coco (hidratação)
1.2. Coma: frutas, verduras, carbohidratos, proteínas.
1.3. Durma e repouse (Sono)
1.4. Abrigue-se (contra o frio e o calor): Moradia, Vestuário.
1.5. Desejo sexual (Sexo)

2. Satisfaça suas necessidades de segurança:
2.1. Sinta-se seguro, estável, protegido contra as ameaças e privações.
2.2. Medite ("Aqui e agora" - Meditação)
2.3. Visualize ("chegar lá" - Autohipnose)

3. Satisfaça suas necessidades sociais:
3.1. Associando, participando, sendo aceito por parte dos companheiros, faça novos amigos e mantenha os atuais (quando possível).
3.2. Valorize a amizade, a afeição, a compreensão, a consideração, os relacionamentos, o amor. aceitando.
3.3. Vença a falta de adaptação social, de isolamento e solidão.

4. Satisfaça suas necessidades de estima:
4.1. Valorize a autoapreciação, satisfação do ego, orgulho, status e prestígio, autoconfiança, autorrespeito, reconhecimento, confiança, progresso, aprovação social e respeito, apreciação, admiração de colegas, status, prestígio, consideração, desejo de força e adequação, confiança perante o mundo, independência e autonomia.
4.2. Valorize sentimentos de autoconfiança, valor, força, prestígio, poder, capacidade e utilidade.

5. Satisfaça suas necessidades de autorrealização:
5.1. Realize seu próprio potencial e auto desenvolvimento continuamente.
5.2. "Tenha o impulso para tornar-se sempre mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser".
5.3. Foque na autorrealização, autodesenvolvimento, excelência pessoal, competência e expertise.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O JARDIM RESTAURADO

A TENDA DE JABAL

NO DIA SEGUINTE, logo cedo, ele despertou depois de um sonho atribulado, e esse sono não bastou para que as suas forças fossem reparadas. Acordou tenso, nervoso, preocupado, algo lhe dizia que eles não deveriam ir àquela colheita, e passou com receio o olhar pela sua “tenda”, como costumava chamá-la de forma pejorativa, uma vez que habitar em tendas não passava de uma memória nostálgica esmaecida e um símbolo de austeridade pura dos tempos antigos. Já nessa época a casa era o centro em volta do qual a vida se desenvolvia, embora o povo não ficasse muito dentro dela, exceto no inverno. Além disso, o pátio ou o jardim formavam parte da habitação, e era o lugar mais agradável, onde as pessoas gostavam de receber os amigos.
A habitação de Shlomo não era nem ampla nem esplêndida. Era do tipo rudimentar, um cubo caiado com poucas aberturas, talvez nenhuma exceto a porta, e um único cômodo dentro, dividido em dois, metade para os animais, metade para a família. Embora houvesse naquela aldeia pessoas em piores situações do que ele, Shlomo insistia em chamá-la de “A Tenda de Jabal”.
- Uma residência bem melhor seria uma construída ao redor de um pátio central com pequenos cômodos abrindo para ele – exclamou com esforço; tornou a fechar os olhos e virou-se de cara para a parede. Depois de um momento de reflexão, abre os olhos. – Sim, bastariam algumas vigas curtas para o teto e minha casa pareceria de fato UMA CASA, e não esse armazém de pêlos de cabra... – gritava e, torcendo as mãos, apontava para o teto. O teto era muito importante na vida diária. Era um telhado plano, com suficiente inclinação para levar a água da chuva até as sarjetas, e cercado com um parapeito para que ninguém caísse lá de cima. Havia uma escada que levava até o teto, geralmente do lado de fora da casa. Guardava ali suas ferramentas e estendia ali sua roupa para secar.
Ele se ergueu e sentou-se, mas sem dizer nada passou um tempo com os olhos fixos no chão.  
 - Piso de barro batido. Piso de barro batido... – balbuciou ele debilmente. - Enquanto essa tenda de Jabal cai aos pedaços aquelas casas (dos ricos) são feitas de pedra. De pedrinhas não. DE PEDRA CALCÁRIA – gritava de repente Shlomo furioso! – Quem me dera ter um alicerce sólido e paredes grossas assim! É possível até que minha pedra fundamental recebesse uma bênção sacerdotal. A quem diga até que eles mandam enfiar cunhas de madeira nas rachaduras das pedras brutas e que depois as molham para que elas inchem e sejam retiradas com maior facilidade. Aí eu já não sei. – Exclamou em tom cortante e depreciativo.
Ele tornou a inclinar-se um pouco, olhando com pena novamente para as paredes.
– Minha velha tenda se resume a duas paredes finas feitas de seixos e tijolos, com o espaço entre elas enchido com pedregulho, barro amassado e olhe lá... Não sei nem se os alicerces dela foram bem cavados. – Já pensara nisso, preocupava-o, sobretudo uma questão: E se os ventos e a chuva combaterem contra a minha casa? Se muito, usaram aqui uma argamassa de barro temperado, misturado com conchas e pedaços de louça moída e depois no máximo as branquearam com a cal.
Novamente fixa os olhos no chão.  
- Piso de barro batido. Piso de barro batido... Meu chão não passa de terra batida, o dos ricos, de seixos ou lajotas de argila cozida. ARGILA COZIDA! – Resmungando, põe-se de pé, e sem a menor intenção, seu braço estendido rompe parte do telhado. –Não acredito! Meu telhado é tão fino que um buraco pode ser aberto nele num momento. Que estupidez – disse – não vale a pena pensar nisso, é tudo ilusão, é como correr atrás do vento!
-Ah, que pena! – exclamou, abanando a cabeça. - Quantos siclos, minas ou talentos eu precisaria para edificar uma casa de verdade? Que tivesse ao menos uns vinte quartos ao redor do pátio central? Eu sei lá! – resmungou o rapaz, tornando a agitar as mãos.
Então, ele abriu os olhos de repente, olhou atentamente, como se começasse a compreender alguma coisa e dirigiu-se outra vez para o mesmo lado da casa. “Mas ela iria ficar perfeita” pensou, com um estranho sorriso.
- Sim! Ela ficaria perfeita... Que bela oportunidade temos aqui! - Resmungou, de pé e girando em círculos - Com alguns quartos em plano mais elevado, servidos por degraus e ligados ao pátio por alguma galeria... E no canto do pátio um jasmineiro perfumado... Lindos cercados ajardinados envolta da construção, com lençóis de águas claras e fontes... Aí quando anoitecesse sentaria nesse magnífico terraço, seria meu paraíso terreno, todo iluminado no alto com lanternas, um verdadeiro cenáculo, e quem sabe diante de tal rara beleza, até falasse com Deus, ou usasse o local apenas para tomar um ar fresco e me refrescar. ME REFRESCAR... Quantos siclos, minas ou talentos seria preciso para ter uma piscina, ou melhor, um lago só para mim?... – Divagava com a mente já repleta de delírios ambiciosos.        
Na árida região as casas se concentravam necessariamente ao redor das poucas fontes e poços. De fato, a maioria do povo era composta de camponeses que viviam em vilarejos muito pequenos, espalhados nos pontos onde a presença de água lhes permitia apenas sobreviver.
O planejamento era rudimentar, principalmente nas cidades genuinamente nativas, o que era o caso de sua cidade natal, construída no ponto em que as montanhas descem até a planície marítima, as ruas formavam um padrão irregular com largas áreas entre elas, cada uma contendo um labirinto confuso de pequenas casas e pátios. Suas casas eram feitas muitas vezes aproveitando parcialmente as cavernas naturais da região e construídas contra a superfície da rocha calcária, escavada natural ou artificialmente. A massa do povo, os pobres camponeses, construíam de taipa ou na melhor das hipóteses de tijolos de barro, que prensavam com os pés, misturavam com palha e secavam com certa eficiência num forno. Em qualquer dos casos os ladrões entravam facilmente nas casas, afinal de contas se o dono soubesse de que hora eles viriam, vigiaria. Muito dos cidadãos saíam da cidade todas as manhãs para trabalhar nos campos, voltando ao cair da tarde: as portas eram então fechadas e sentinelas montavam guarda. Por muito tempo a diferença entre a vila e a cidade era que a última possuía um muro atrás do qual os camponeses das vilas vizinhas se escondiam em tempos de perigo.
Fora das portas desta pequena cidade ficava o espaço aberto para o mercado, sendo a justiça promulgada nesse local. Os homens também frequentavam o lugar quando precisavam contratar trabalhadores diaristas ou simplesmente desejavam conversar. A praça era sempre ruidosa, exceto no calor do dia ou tarde da noite, e as ruas principais da cidade também se faziam notar pelo ruído. Naquela manhã, porém, nas travessas, pátios, passagens, alamedas tudo estava calmo, calmo até demais.

- Harpas & Flautas -

Para onde foram todos? Questionava Shlomo, sem nada compreender. O barulho do silêncio chegava a lhe doer os ouvidos. [...]
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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O mito da Esfinge





Conto 1 - O mito da Esfinge
O enredo do conto "o mito da Esfinge" é baseado numa assassina em série que canibalizava psicanalistas, insatisfeita com a interpretação que conferiam aos seus sonhos faraônicos. "Decifra-me ou devoro-te" dizia a bela mulher, guardiã do limiar, com seus instintos de leoa.


















































Esgotado o potencial apodíctico atingido pela filosofia, a mente humana não tem outra opção a não ser saltar para o poético, abrindo espaço para mil especulações, uma parte das quais seguirá em frente, refazendo o ciclo de incremento de certeza até desaguar na maior certeza possível, que se diluirá em seguida no oceano do imaginário e assim infinitamente. Não é possível dissociar o conhecimento humano positivo do imaginativo. Tudo começa e termina no mitopoético. JOSÉ MUNIR NASSER (2010)

    PRÓLOGO

   

1
Enáreto

Enáreto, humano guerreiro. (Armadura de couro leve, escudo pequeno e gládio)
Quanto mais você lê mais idiota você fica... Não há limites para produzir livros e o muito estudar é enfado para a carne. O nome está tão carregado de história, de esplendor e simbolismo, tão firmemente plantado na memória da humanidade, que sobreviveu a todas as mudanças dos séculos e ainda hoje é atual, apesar das decisões políticas que dividiram e fragmentaram a Terra Nobre.


[1] A versão beta de um produto é aquela que se encontrando em fase de contínuo desenvolvimento é disponibilizada a preço acessível para que os usuários possam testá-la e eventualmente reportar bugs para que os supervisores da obra priorizem sua excelência.

RESQUICIOS DO EDEN

Baseado no livro "Atlantis"

CONTOS ONÍRICOS



Contos Oníricos.
Há uma técnica de escrita criativa onde o sonhador ao despertar escreve num diário dos sonhos tudo o que consegue recordar. Depois, ele começa o processo de releituras e reescritas de “suas” memórias aplicando as técnicas da teoria literária. “Cria” a Voz do narrador... Tempo... Espaço... Personagens... Ação... Itens... Dizendo o seu “Haja luz!”. Por mais absurda que a narrativa se pareça, No Princípio, os Céus se iluminam e a Terra que criou vai ganhando forma e sentido, deixa de ser vazia. Surge uma interpretação do sonho: A semente é a Palavra de Deus! Tal idéia é semelhante ao pensamento de Campbell, bem como de Freud e Jung. Para o psicólogo suíço existem arquétipos, personagens ou energias que se repetem constantemente e que ocorrem nos sonhos de todas as pessoas e nos mitos de todas as culturas, refletindo aspectos diferentes da mente humana — ou seja, as nossas personalidades se dividem nesses personagens, para desempenhar o drama de nossas existências. Há, de fato, uma notável correspondência entre as figuras que aparecem no mundo onírico e os arquétipos comuns da mitologia geral. De tal modo que ambos deveriam provir de uma fonte comum e mais profunda, o inconsciente coletivo. Por isso é que a maioria dos mitos (e histórias construídas sobre o modelo mitológico) tem o sinal da “verdade” psicológica. Essas “estórias” são modelos exatos de como funciona a nossa mente, esses contos oníricos são verdadeiros mapas da psique humana. Eles exercem um fascínio porque brotam de uma fonte universal, no inconsciente que compartimos, refletindo conceitos universais.

1. O SOnho de Adão

Descrever a narrativa mitica de adão no paraiso sentindo-se incompleto. até que Deus lhe da um sono pesado. Adão dorme e acorda vendo eva. O conto é pois o sonho que adão teve antes que acordou, enquanto Deus lhe tirara uma costela.

Contos Oníricos.
Há uma técnica de escrita criativa onde o sonhador ao despertar escreve num diário dos sonhos tudo o que consegue recordar. Depois, ele começa o processo de releituras e reescritas de “suas” memórias aplicando as técnicas da teoria literária. “Cria” a Voz do narrador... Tempo... Espaço... Personagens... Ação... Itens... Dizendo o seu “Haja luz!”. Por mais absurda que a narrativa se pareça, No Princípio, os Céus se iluminam e a Terra que criou vai ganhando forma e sentido, deixa de ser vazia. Surge uma interpretação do sonho: A semente é a Palavra de Deus! Tal idéia é semelhante ao pensamento de Campbell, bem como de Freud e Jung. Para o psicólogo suíço existem arquétipos, personagens ou energias que se repetem constantemente e que ocorrem nos sonhos de todas as pessoas e nos mitos de todas as culturas, refletindo aspectos diferentes da mente humana — ou seja, as nossas personalidades se dividem nesses personagens, para desempenhar o drama de nossas existências. Há, de fato, uma notável correspondência entre as figuras que aparecem no mundo onírico e os arquétipos comuns da mitologia geral. De tal modo que ambos deveriam provir de uma fonte comum e mais profunda, o inconsciente coletivo. Por isso é que a maioria dos mitos (e histórias construídas sobre o modelo mitológico) tem o sinal da “verdade” psicológica. Essas “estórias” são modelos exatos de como funciona a nossa mente, esses contos oníricos são verdadeiros mapas da psique humana. Eles exercem um fascínio porque brotam de uma fonte universal, no inconsciente que compartimos, refletindo conceitos universais.

Mundos Fantásticos

Como criar histórias de Ficção científica, fantasia e terror. --- Teoria Literária Escrita Criativa --- Fundamentação teórica para o li...