terça-feira, 31 de julho de 2018
BATALHA NAVAL: UM NOVO ALVORECER
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PRÓLOGO
- Você costuma meditar a respeito de nossa mãe, Talfen? - Mismet perguntou.
- NÃO - Talfen respondeu sem vacilar.
Mismet Mesolavití e o príncipe Talfen Swiller estavam a bordo do "Novo Alvorecer", um navio pesado de classe encouraçado que nos dias atuais servia como nau-mor da frota de Brick Hindergrass, o recentemente eleito conselheiro-primaz do incipiente Novo Reino da Macaronésia. Encontravam-se numa cabine de reuniões próxima da ponte de comando da embarcação, na frente de uma ampla janela que revelava um pequeno ilhéu perto da grande ilha da montanha incandescente.
- Oh - Mismet falou. - Não sei como tocar no assunto, porém... pois bem, já se foram alguns meses desde que ela morreu e acredito que devemos falar sobre algumas coisas. Sei que você ainda está chateado por causa dela...
- ... Ter me torturado? -Talfen a interrompeu. - Torturado seu próprio filho! Ou estaria "chateado" por ela ter permanecido como mera expectadora, sem mexer um dedo arcano, enquanto o capitão Luth Ritter arrasava a ilha de Radella? Ou talvez por ela ter decepado a sua perna? Ou talvez por ela ter matado mais elfos do que poderíamos imaginar? Ele fez um gesto para o ilhéu e acrescentou:
- Você tem idéia de quantos bons marinheiros morreram em toda a Macaronésia por causa de "Kreel, a elfa negra"?
Mismet conhecia inúmeras coisas sobre os infelizes marujos aniquilados pela magia negra da mãe, contudo ficou em silêncio.
Enquanto Talfen observava o mar aberto, ele argumentou:
- Parece que, em todo lugar a que vamos, encontramos mais vítimas de Kreel, a feiticeira, mais e mais evidências de seus macabros serviços à "causa" imperial. - Ele sacudiu a cabeça. - Porque eu iria querer pensar naquela aberração sombria?
- Porque nossa mãe não foi unicamente Gastarg Kreel - Mismet falou - Ela também foi Cederin Mesolavití, uma "Maga". Eu já contei a você a respeito do que ocorreu no Farol da Escuridão em Ildroum, sobre como ela me salvou da imperatriz e...
- Como ela salvou você? - Talfen objetou - Mismet, se eu me recordo bem, Kreel entregou você à imperatriz. - Ele suspirou. - Irmanzinha, eu sei que você crê que Cederin Mesolavití regressou no fim, e se é assim que você prefere se lembrar dela, como uma mística heroína que usou seus poderes mágicos para derrotar a imperatriz, então isso é uma decisão sua. Mas você não pode esperar que eu faça a mesma coisa, menina ingênua, porque a minha mãe, a minha "verdadeira" mãe, era Neeza Swiller, a mulher que criou e que morreu em Radésia, graças ao Império.
- Perdoe, Talfen - Mismet falou. - Eu apenas pensei que...
- Você pensou errado, loirinha das orelhas pontudas - Talfen retorquiu. -Tenho coisas mais relevantes do que essas na minha cabeça. Caso não tenha tomado nota em seu "grimório", o Império não morreu com a imperatriz. Desconhecemos quantos Navios de Guerra ainda estão em operação. Capitão Raynard Brymam sitiou a capital Heldalel. Centenas de ilhéus e ilhotas carecem da nossa ajuda e você me vem com estórias de bruxas.
- Ele se afastou da janela - Agora, se me permite, eu tenho uma reunião de guerra para participar. Os marinheiros de alguns ilhéus macaronésios mais afastados, não é para menos, estão cautelosos com qualquer forasteiro, mas estou determinado a convencê-los de que aderir ao tratado do Novo Reino é a melhor defesa contra o Império. - Ele se virou e se dirigiu para a saída da cabine.
Sozinha, Mismet voltou a olhar para Radella. Ela visitara o ilhéu "desértico" antes. A não ser pelo pequeno vulcão, a criadora de peixes, lagostas e camarões, o achava muito semelhante a sua ilhas natal, Gellius.
Tanta coisa acontecera desde àquela noite chuvosa em que fugira de casa e partira, sem destino, do porto de Wilton, com Nizana Nirinath, a bordo do "Bruxa do Mar". Naquela época, seu maior desejo era se aventurar por outros reinos. Jamais imaginara que por acaso encontraria a mãe tida como morta, que descobriria que o príncipe Talfen era seu irmão ou que se converteria numa defensora do Tratado Revolucionário.
A despeito de suas conquistas e muitos bons aliados, Mismet sentia que algo estava faltando em sua vida , como se parte dela estivesse incompleta de alguma forma. O Império havia queimado quase todos os registros do Colégio de Magia Antiga, incluindo qualquer informação sobre Cederin Mesolavití, deixando Mismet com tantas questões sobre seus lugar no mundo...
Será mesmo que todas as outras Magas se foram?
Como posso ser uma boa Maga quando sei tão pouco sobre elas?
Será que posso evitar os erros da minha mãe? Ou será que estou fadada a repetí-los, um-a-um?
Ainda que Talfen não apresentasse o menor sinal de interesse, Mismet sentia que era relevante descobrir mais coisas sobre a vida de Cederin Mesolavití.
Como posso me conhecer se eu nunca realmente conheci minha mãe?
A elfa dourada não sabia se esse conhecimento lhe traria mais sabedoria ou satisfação. Tudo que sabia era que ainda se sentia sozinha e deslocada, do mesmo modo que se sentia quando era uma pequena garotinha, crescendo numa desolada "fazenda" de peixes, lagostas e camarões na vastidão oceânica de Gellius.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
ANTES QUE SE PARTA O FIO DE PRATA
1. Teoria das cordas (Física)
2. As parcas, fiandeiras gregas (Mitologia)
3. Contos judaicos (Salomão e a Morte)
A ALQUIMISTA E O FERREIRO
. A alquimista (Miranda e Próspero de "A tempestade" - Shakespeare)
. O ferreiro (o filho bastardo de Robert Baratheon nas "Crônicas de Gelo e Fogo")
. Luta de classes? (Marx) - Vide "A máquina do tempo" (H.G.Wells)? Elfos x Anões? (Tolkien, Tagmar). Elite x Massa? Burguesia/Aristocracia x proletariado.
A elfa (anima), o anão (animus)? Amizade entre a floresta e a montanha?
MILAGRES NT - CONTOS DE SALÉM-
Tema central: O poder miraculoso de Jesus.
Ver na BEP, pg. 566, 1620,1621 "Milagres do Novo Testamento"
Estilo "Maria Madalena" de xxx
Ambientação: "A vida diária nos tempos de Jesus" - Daniel-Hops
Prólogo
1. O leproso
2. O servo do centurião romano
3. A sogra de Pedro
4. Dois homens de Gadara
5. O paralítico
6. A mulher hemorrágica
7. Dois cegos
8. O endemoninhado mudo
9. O homem da mão mirrada
10. O endemoninhado surdo-mudo
11. A filha da mulher cananéia
12. O menino endemoninhado
13. Dois cegos (inclusive Bartimeu)
14. Um surdo-mudo
15. Um endemoninhado na Sinagoga
16. Um cego de Betsaida
17. Uma mulher paralítica
18. Um homem hidrópico
19. Dez leprosos
20. O servo do sumo sacerdote
21. O filho de um oficial do rei
22. O paralítico do tanque de Betesda
23. O cego de nascença
24. Acalmando a tempestade
25. Andando sobre o mar
26. Alimentando 5000 pessoas
27. Alimentando 4000 pessoas
28. A moeda encontrada no peixe
29. A figueira que secou
30. A pesca milagrosa
31. Água transformada em vinho
32. A outra pesca milagrosa
33. A filha de Jairo
34. O filho da viúva de Naim
35. Lázaro
Epílogo
SÉRIE: SINAIS NO CÉU - CONTOS DE INTERSEÇÃO -
Eventos astronômicos: Eclipse, meteoro, cometa, a dança de Vênus, alinhamento planetário.
. Contos, novelas e romances "cósmicos"
. Astronomia e literatura, mitologia Greco-Romana?
. Personificação (e divinização) dos corpos celestes (Júpiter, Marte, Vênus, etc)
. Antropomorfização dos astros: Cada corpo celeste simboliza um personagem.
. O fenômeno cósmico (evento astronômico) é o clímax da narrativa e "encontro" dos personagens.
. Tempo da narrativa curto (um dia, ou poucas horas, com marcação temporal, 9:00): O mesmo enredo recontado pelo ponto de vista dos personagens.
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O ECLIPSE
Série: Sinais no céu
-Contos de Interseção-
Na obra eclipse, o conto possui três partes, uma com o foco narrativo no sol (um ancião chamado Solaris), a segunda na lua (uma prostituta chamada Luna), e outra sobre a terra (uma jovem fazendeira chamada Gaia). Os personagens se cruzam e as cenas principais são recontadas criando a "sensação holística" de que o todo é maior do que a soma das partes".
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O ALINHAMENTO DAS ÓRBITAS PLANETÁRIAS
Série: Sinais no céu
- Contos de Interseção -
Prólogo
Cena 1. Soldados alinhados antes do combate.
O ECLIPSE
Série: Sinais no céu
-Contos de Interseção-
Na obra eclipse, o conto possui três partes, uma com o foco narrativo no sol (um ancião chamado Solaris), a segunda na lua (uma prostituta chamada Luna), e outra sobre a terra (uma jovem fazendeira chamada Gaia). Os personagens se cruzam e as cenas principais são recontadas criando a "sensação holística" de que o todo é maior do que a soma das partes".
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A EPÍSTOLA DE ONÉSIMO
"A teoria de Goodspeed (The Meaning of Ephesians, 1933) é de que alguns anos depois de serem escritas cartas de Paulo, drigidas em sua maioria à igrejas locais, foram, em grande parte, negligenciadas ou esquecidas. Umas poucas pessoas reconheciam o seu valor e as guardaram, e houve alguns que reverenciavam o apóstolo especialmente por sua carta à igreja de Colossos, provavelmente membros daquela igreja que a princípio só tiveram contato com aquela carta. Um homem, em particular, conhecia e amara esta carta. Depois que Atos foi publicado - cerca do ano 85 conforme Goodspeed - onde Paulo foi exaltado em toda a sua grandeza devido à sua obra apostólica, este homem decidiu-se a encontrar o maior número possível de Cartas de Paulo. Ele as colecionou, leu e releu, a ponto de saturar a sua mente do conteúdo delas, principalmente 'Aos Colossenses' que foi a primeira que tomou conhecimento, e a que mais apreciava. Decidiu, então, republicá-las com uma introdução que destacasse a mensagem de Paulo sobre os temas de dias passados, e que seria simplesmente uma reafirmação de sua compreensão da verdade eterna de Deus em Cristo.
Não querendo destacar sua personalidade, escrever em nome do próprio Paulo, e desejou que a mensagem do apóstolo pudesse ser novamente ouvida por meio dessa carta. Goodspeed diz que isto justifica o fato de Efésios ser 'um mosaico de anotações paulinas', 'quase uma antologia paulina'. A estreita semelhança com Colossenses é justificada desta maneira; e as dificuldades quanto à autoria paulina são assim solucionadas.
Goodspeed chega ao ponto de supor que Onésimo teria sido o autor. Suas opiniões têm recebido muito apoio, principalmente na América do Norte" - Francis Foulkes (Efésios: Introdução e comentário).
PERSONAGENS
Existe um tema?
É sobre algo que se pode exprimir através de uma afirmação conhecida da sabedoria popular como "quem vê cara não vê coração", "o amor é capaz de tudo", "cavalo dado não se olha os dentes", "Deus não dá asa a cobra"?
A história é apresentada como uma série de amplos movimentos e ações, permitindo à audiência se orientar e acompanhar o ritmo da narrativa?
Ela conduz os espectadoresa algum lugar onde nunca estiveram, ou lhes faz ver lugares familiares de um modo diferente?
Os personagens têm histórias de fundo relevantes, motivações plausíveis para torná-los narráveis ao público?
Eles conseguem transmitir estágios realísticos de reação e crescimento emocionais?
A meta do primeiro ato do herói, por exemplo, pode ser encontrar um tesouro, mas, após encontrar uma eventual amante ao cruzar o primeiro limiar, pode passar a ser a de perseguir esse amor. Se a provação no ponto intermediário for o vilão capturando o herói e sua amada, a meta no próximo movimento poderá ser a tentativa de escapar. E se o vilão matar a amada no caminho de volta, o novo objetivo do movimento final poderá ser a vingança.
O objetivo original também pode ser alcançado, ou pode haver alguma meta mais ampla (aprender a autoconfiança ou acertar as contas com fracassos do passado, por exemplo) que continua presente em todos os movimentos, enquanto o herói persegue metas superficiais variáveis.
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Alívio cômico: bobos, idiotas e corvos.
Bobo (cara malhada), idiota (Rodo), (Benjamin "o benjey" em "o som e a fúria" de William Faulkner)
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Títulos de livro: "Por quem os sinos dobram" (ou baseados em ditados populares: "Quem olhou os dentes do cavalo?" - cavalo dado não se olha os dentes. "Remédios inúteis para mordidas de serpentes não encantadas" - Se a cobra morder antes de estar encantada remédio algum há para o encantador.
GERADOR DE NOMES - FANTASIA
Brick Hindergrass
Luth Ritter
Gorstag Kreel
Cederic Temple
Raynard Brymam
Belor Hartman
Bran Revenmar
Conrad Peckgray
Regdar Windriver
Raymond Amblecrown
Quildor Selmer
Elferin Laelithar
Halamar Harithyn
Vartan Derunadel
Runir Bellas
Caladrel Braegen
Heldalel
Oskar Ironhand
Krim Dendrikk
Hagan Dragonhammer
Baelnar Nordar
Traubon Stonebreaker
Adrik Zosenheim
Bennar Vastek
Carvin Nesswit
Ernest Greenstone
Anson Bushmould
Hilgrim Prettywit
Cullen Newholm
Wilton
Gellius
Wolfhame
Silverheart
Furrypipe
Brushfoot
Radella
Ildroum
Neeza
Nizana Nirinath
Balok T'orgh
Droheda
Arkus
Gynk
Thog
Shautha
Vaath
Neske
Zab
Hillin
Ghorg
Fewa
Jibbs
Geedra
Drubbus
Aka
Yrgir
Lerve
Qyrdedonth
Qyndro
Nursi
Shape
Deiton
Desxi
Tanli
Fenpsa
Hersete
Koeu
Xike
Saotu
Bianda
Epiho
Mneskat
Seteny
Dysda
Rionpro
Deiant
Metela
Jarnpo
Aeco
Pandeia e Epideia (Irmãs gêmeas? )
Liace
Metmos
Rialin
Lusa
Amalcho
Simip
Chalforn
Trithys
Cothys
Deiaculo
Ymirber
Advos
Gaer
Niasy
Tonlin
Eladys
Bautke
Giamal
Eupio
Aethee
Raqlyp
Kama
Enhyd
Caka
Xitea
Raqviuq
Liaqcor
Theasao
Reer
Lorbush
Aelbell
Highglass
Merrinesse
Grasshall
Strong beach
Southkeep
Bluebay
Westsilver
whitefair
Fairfild
Kediredan
Garewan
Qyseth
Lotherisien
Uleasean
Oniaf
Walech
Aceradien
Graymwer
Droecia
Larirared
Kaaov
Olendalia
Preriwyth
Andrerralind
Celarin
Yielath
Kekith
Gleath
Mipcal
Geno
Greitar
Naqjo
Hianl
Risbeb
Rone
Gecres
Ortio
Savori
Lasbeb
Raxculo
Bebstl
Lismo
Hylao
Norhi
Galas
Porao
Vosvos
Vosbos
Dyslinf
Duslind
Nocal
Auop
Mabnor
Tiria
Vosjo
domingo, 22 de julho de 2018
AS ESTEPES DE CRISTAL
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Introdução
Onde hoje é conhecido como Estepes de Cristal, no passado tinha o nome de Estepes Centrais e era habitada por humanos que moravam em Debian, a maior cidade das Estepes. Debian, de uma simples aldeia agrícola viria a se transformar em uma grande cidade e posteriormente na capital do que seria a conhecido mais tarde como o Império Central. Sua beleza se tornou conhecida pelos quatro ventos e recebeu o título de “A Jóia Central”.
Governada em seu período áureo pelo justo e sábio rei Metrom, seu povo conheceu a prosperidade e a paz como em nenhum outro momento de sua história.
Mais de um século se passaria desde a morte do rei Metrom, para que a decadência de sua dinastia trouxesse ao povo a morte e a miséria. Conquistados por nações beligerantes, por quarenta anos ficaram sob julgo opressor. Trazido a vida em um ritual arcano, Metrom levou seu povo à vitória, conquistando o antigo esplendor dos antigos tempos.
O que muitos ainda não sabiam, é que aquele rei justo e sábio já não mais existia. A magia que reanimou o corpo do antigo rei substitui sua essência por algo maligno. Por trezentos anos um reino de terror varreu as Estepes Centrais até a expedição do Oeste colocar fim ao mal.
Origem
Esta história começa há muitos séculos, ainda no Segundo Ciclo, num período em que os deuses eram desconhecidos para muitos e a terra vasta e selvagem. Foi neste tempo que floresceu e cresceu um grande império feito por homens, mas o contato com o poder estimulou ainda mais sua cobiça os levando a buscar ser maiores do que eles mesmos, e maiores até que os deuses.
A historia é do povo de Debian, uma cidade que durante mais de 300 anos foi a mais importante do lado sul do continente. Com um exército vasto e poderoso manteve sob seu punho dezenas de cidades e com seu rei imortal tiranizou os povos livres.
Durante o segundo ciclo, muitos grupos humanos ainda migravam por todo o continente em busca de regiões de climas mais amenos e ricos em alimentos para se estabelecerem. Um destes grupos chegou ao que seria o centro do continente, uma imensa planície conhecida como Estepes Centrais.
Um lugar aparentemente isolado de tudo. Os anos se passaram e a pequena aldeia se transformou em uma vila e posteriormente em uma grande cidade.
O assentamento humano floresceu às margens de um grande rio batizado como "Serpente de Cristal", por suas águas abundantes e de aspecto cristalino. Seus afluentes surgiam de fontes naturais vindas das montanhas do leste e sul. Uma das propriedades dessas águas era a presença de minerais que a tornavam um potente fertilizante natural. Com uma agricultura e pecuária próspera a cidade cresceu.
Tornou-se um dos principais entrepostos comerciais, ponto de parada obrigatória para as massas que migravam pelo continente.
A Primeira Ascensão
Governados pelo senhor da terra, Metrom, o povo prosperou como em nenhum outro período de sua história. Não existia nenhum habitante que estivesse descontente. Desde cedo, seu pai o introduzira nas atividades de rei, ensinando-o. E devido a sua morte, Metrom subiu ao trono aos 15 anos. Na época, muitos o consideravam jovem demais, mas as experiências adquiridas com seu pai o tornaram apto ao cargo, fato que logo ficou evidente.
Pacífico e justo, levou a prosperidade a seu povo.
Ao longo de seu reinado a cidade cresceu e o reino se expandiu pelas Estepes Centrais. Rica em recursos naturais e grande produtora de alimentos, sua influência política e econômica o elevaram entre as dezenas de reis que se espalhavam pelo mundo.
As minas do sul e do leste traziam pedras, ouro, prata e ferro. Sua cidade era cantada e citada em versos pela majestade e beleza de suas construções. Todos os povos que desejavam viver sob seu reino eram bem acolhidos e tinham suas crenças respeitadas.
Seu reino cresceu. Cidades mais ao norte foram fundadas e outras vieram por vontade própria. Com um exército respeitado e temido por outros povos, impôs a paz à região.
Uma das grandes felicidades de sua vida foi ser pai aos 21 anos com o nascimento de seu primogênito Metrom II. Por trinta e três anos governou a cidade de Debian e o Império Central. Mas às vésperas do seu trigésimo terceiro ano de reinado, foi acometido por uma estranha febre que tomou sua vida, no auge dos seus 49 anos. Ao final desse governo, Debian havia crescido vinte e uma vezes em seu tamanho original, cidades foram fundadas e anexadas, e por fim centenas de milhares de pessoas estavam sob seu comando. Por três meses o reino ficou de luto.
Desde os primórdios da história de Debian, existia uma aliança com o outrora mais magnífico reino do sul: o reino anão de Drambar, também conhecido como o reino das torres de ouro. Nessa aliança, os assentamentos humanos das Estepes Centrais forneciam alimentos, peles de animais, tecidos finos e diversos outros produtos para o reino sulista, e em troca recebiam minérios, mercadorias da mais fina arte, e serviços especializados de refinados mestres da arquitetura e engenharia anã.
Mas um dos grandes feitos de Metrom foi que ele conseguiu diminuir sua dependência deste reino, negociando minérios e mercadorias também com outros reinos e incentivando o desenvolvimento de uma arquitetura própria do Império Central. Devido à sua posição privilegiada, o reino de Debian era um importante entreposto comercial entre a maioria dos reinos existentes em sua época, e seu rei soube aproveitar esse fato com a cobrança de pequenas taxas aos comerciantes que precisavam passar por suas fronteiras. Em contrapartida, também soube tomar medidas como a criação de feiras livres e incentivou a construção não só de estradas, pontes, e estabelecimentos comerciais, como também de hospedarias, tabernas e outros serviços que atraiam cada vez mais comerciantes e viajantes para a região. Assim, o reino das Estepes Centrais ascendeu em glória e suplantou o esplendor do reino de Drambar, se tornando o mais majestoso reino do sul.
Na sucessão, seu filho, Metrom II com 27 anos, passou a governar o reino seguindo os princípios de seu pai. O império continuou a crescer e sob o seu comando novos assentamentos humanos se espalharam pelo território.
Declínio e Invasão Estrangeira
O declínio de sua dinastia aconteceria 120 anos após sua morte. Anos após o período de ouro de Debian, muitos reinos do sul e do oeste buscavam expandir seus territórios. Novos assentamentos familiares, que antes se integravam naturalmente ao Império Central, agora também tentavam adquirir autonomia para não se sujeitar aos impostos. Foram períodos marcados por batalhas sangrentas. Lutando contra vários reinos, os anos de guerra devastaram os recursos materiais e humanos. O reino anão, por ser um grande aliado do reino de Debian, poupou este reino de sua expansão, e buscou terras mais ao leste deste, entre os montes hoje conhecidos como Cadeia Holdariana, para se expandir.
Metrom II governou por 35 prósperos anos o Império Central, mas o longo período pacífico que este reino havia passado deixou pelo menos uma sequela. Seu exército havia se tornado indolente e indisciplinado e já não era tão temido quanto os dos outros povos.
Porém, com a ajuda de novos regimentos formados por tropas recrutadas entre os jovens do império e mercenários contratados entre os anões, conseguiu enfrentar algumas rebeliões e tropas invasoras.
Metrom III, "o iluminado", ao assumir o trono em seus 35 anos de idade teve de lidar com as primeiras tropas inimigas mais ameaçadoras. Ele mostrou que possuía uma mão forte à altura de seus adversários e uma de suas primeiras medidas foi fundar a Academia Militar dos Guerreiros de Bronze, que depois cresceu e se tornou a cidade da Luz, em sua homenagem. Dessa forma conseguiu manter as fronteiras estabelecidas por seu pai durante os seus 21 anos de reinado.
Intra, “A Destemida”, era a única filha de Metrom III e assumiu o governo aos 21 anos. Dando continuidade ao trabalho de seu pai, finalizou a construção de quatro fortificações nos pontos cardeais do império, mais tarde conhecidas como as Quatro Torres Cardeais. Ao longo de seus 42 anos de reinado enfrentou bravamente novas invasões estrangeiras que não foram páreas para suas tropas, agora formada pelas infantarias de guerreiros com armas e escudos de bronze, cavalarias pesadas e montadas em cavalos, cavalarias rápidas e montadas em avestruzes, regimentos de machados erguidos por anões mercenários, e tropas de arqueiros élficos contratados.
Metrom IV, filho de Indra teve que enfrentar outro tipo de adversário. Pouco após assumir a posição de governante do reino de Debian, que foi aos seus 30 anos, se viu ameaçado pelos invasores do leste que possuíam a vantagem de usar generais magos em suas tropas. Então reuniu todos os magos do reino em um Conselho dos Magos, sediados numa nova torre construída na cidade de Marrigal. Para juntar mais conhecimento e poder místico, recrutou magos até mesmo entre os poucos arqueiros élficos de seu exército que tinham algum conhecimento em magia. Assim, conseguiu encontrar forças para resistir durante 18 anos, até que foi encontrado morto envenenado em seus aposentos.
Mas foi com a morte de seu filho, Metrom V, na Batalha da Luz, que a lâmpada da dinastia se apagou e o fim do Império se tornou inevitável. Metrom V assumira o trono aos 21 anos, mas morrera aos 24 sem deixar herdeiros e com um reino beirando ao colapso. Sem um soberano e dividido por seus generais, o Império Central finalmente sucumbiu.
O que nunca se imaginou aconteceu. As tropas invasoras do Oeste marcharam pela cidade de Debian, saqueando, estuprando e matando. Aos sobreviventes, ficou a dura vida de escravos e os altos impostos a serem pagos aos vencedores.
O Império Central foi fragmentado em cinco partes. Como estações do ano, ditadores se sucediam no trono. Obrigadas a pagar altos impostos e terem seus filhos levados como escravos, muitas das cidades se revoltaram. Chacinas eram cometidas para controlar as constantes rebeliões. Debian era passada de mão em mão pelos conquistadores. No fim, a cidade estava reduzida a escombros sem o esplendor de um século atrás e o reino já não existia mais. E por 42 anos foi assim.
sábado, 21 de julho de 2018
O DIA DOS JUSTOS
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Hoje eu estive pensando nos mortos.
É o penúltimo dia do ano, o Dia dos Justos, quando Altard (deus da honra) intercede pelas almas daqueles que foram dignos em vida, nos tribunais de Tshurr (deus da morte). Serão debates acirrados, com defensores e acusadores vorazes, e milhares de almas inquietas aguardando os veredictos que definirão seus destinos finais.
Fico imaginando como será na minha vez de sentar no banco dos réus. Procurei, em toda minha vida, ser justo e digno, mas mesmo paladinos de Altard têm lá seus pecados e comigo não é diferente.
Mas as agitações de hoje não ficarão apenas à cargo dos deuses. É nessa noite que, enquanto o deus da morte se ocupa dos julgamentos, muitos espíritos transpassarão a frágil barreira que divide nossas duas existências. Nessa noite o véu que separa o mundo dos vivos tremulará, rasgará e, finalmente, romperá, deixando os mortos atravessarem os portões de Tshurr e caminharem silenciosamente entre os vivos. Nós não os veremos. Eles serão como uma leve brisa no campo, como sombras na noite. Seus passos não farão barulho e apenas os gatos ficarão eriçados nos cantos escuros da casa. Mas eles estarão lá e para acalmá-los e impedir que façam alguma maldade ou travessura, deixamos comida como oferenda perto de fogões até o dia seguinte, quando o próprio deus da morte virá buscá-los e levá-los de volta de onde não deviam ter saído.
Hoje em dia muitos não acreditam nos mitos antigos, principalmente os mais jovens. Morn, meu escriba, é um deles. Diz que essas coisas não existem, que desde a morte de Berilam – o mais sábio – os mortos não podem mais vagar pelo mundo dos vivos como fizeram no passado.
Entretanto, mesmo ele com todo seu ceticismo, deixará um pedaço de pão e um pouco de água na mesa da cozinha. Se eu perguntar, ele afirmará ter esquecido, irá pôr a culpa na distração, mas mesmo assim não recolherá os presentes e, na manhã seguinte, tudo haverá sumido.
Eu deixarei mais. Colocarei próximo ao fogão de pedra uma bandeja com vinho, queijo e frutas, e passarei a noite recitando os nomes dos que há muito se foram, mas que continuam teimosamente habitando meu coração e vagando por minhas lembranças. Sussurrarei os nomes de Unai, de Belloc, de Devdas, de Bigot, de Stodge, de Adler... São dezenas de queridos irmãos que não estão mais nesse mundo e que espero encontrar novamente algum dia, em um lugar melhor de alegria e paz.
Paz. Uma palavra estranha para alguém que teve toda sua vida envolvida em guerras. Agora estou velho, muito velho, mas ainda sofro a maldição de respirar. O que me dá possibilidade de escrever essas passagens e de desejar encontrar logo meus entes queridos e receber a recompensa – ou a punição – por tantos anos de batalhas, que começaram em uma pequena vila chamada Baenre no ano de 1103 DC. Era uma vila simples, mas alegre, que ficava próxima a nascente do rio Valas e que existiu muito antes do nascimento do reino de Avery. Baenre fora meu lar durante toda minha infância.
Hoje me chamam de lorde, me respeitam e – arrisco a dizer – ainda me temem, mas naquela vila eu era apenas o menino Elotin, filho de um fazendeiro e que gostava da filha de um grande comerciante que passava por lá uma vez a cada três meses.
Por mais que o tempo passe, ainda me recordo bem daquela noite. As sensações e as imagens ainda brilham em minha mente, como os reluzentes salmões que sobem a correnteza do Valas sob a luz do luar. Fazia calor, não como no norte, mas era uma linda noite de verão. O vento soprava fraco das montanhas, sacudindo levemente a copas das árvores e espalhando algumas folhas secas pelo chão. O céu completamente estrelado era de uma beleza sufocante e muitos riam e conversavam ao redor das fogueiras, dançando, bebendo e cantando.
Porque era uma noite de festa.
E era a noite em que o pai de Mirabelle passaria pela vila.
E era a noite em que eu pretendia pedi-la em casamento.
***
Quatro, cinco, seis, sete...
O menino contava alto, abafado pelo som das flautas e dos tambores. Estava com a testa encostada na lateral de uma carroça de feno, cobrindo o rosto com as duas mãos. Outros três, que pareciam ter a mesma idade, corriam desordenados procurando o melhor esconderijo antes que a contagem terminasse. Às vezes o menino virava disfarçadamente o rosto de lado na esperança de captar algum vislumbre do caminho seguido por seus amigos, mas tinha pouco sucesso e continuava contando.
Vi quando um deles se escondeu no barril que ficava ao lado do estábulo e era usado para armazenar a água dos cavalos, mas que agora estava vazio; o outro correu em meio à multidão esbarrando forte em uma senhora que carregava um cesto de pão. Ela se desequilibrou e deixou metade dos pães caírem no chão e, um deles, ainda foi parar dentro da fogueira. A mulher esbravejou, catou os pães com dificuldade – inclusive o que havia ficado parcialmente queimado – e esbravejou novamente antes de prosseguir seu caminho, causando gargalhadas nos que conversavam em volta da fogueira.
Não vi para onde foi o terceiro, pois uma carroça grande, com cobertura de peles de urso e puxada por quatro cavalos, chamou minha atenção. Ela era escoltada por três humanos bem armados com espadas e lanças, e parou a uns trezentos passos de onde eu estava sentado. Muita gente se virou para ver de quem se tratava e algumas crianças correram fazendo festa em direção aos recém chegados.
As peles da carroça foram puxadas de lado e um homem muito alto e muito gordo saiu com dificuldade. Ele era imenso e um dos homens da escolta teve de ajudá-lo a descer. Já no chão, ele ajeitou suas roupas caras, cobriu a cabeça com um grande chapéu e abriu um largo sorriso, tirando dos bolsos uma infinidade de doces que distribuiu para as crianças que vieram recebê-lo. Era como Balgar sempre fazia quando chegava em Baenre e dessa vez não foi diferente.
Me levantei imediatamente ao reconhecê-lo e meu coração disparou. Catei desesperadamente em meus bolsos o cordão de cobre e prata que havia feito com minhas próprias mãos, segurando-o firme. Seu pingente era feito de ouro puro e esculpido por artesões élficos, e um dia pertencera a minha mãe. Eu pretendia dá-lo de presente a Mirabelle como pedido de casamento, mas quase desisti quando vi seu pai descer da carroça. Eles eram ricos e eu apenas um fazendeiro, mas Balgar era um bom homem, com fama de ser justo e muito humilde, e eu tinha esperanças de que ele percebesse que meu amor era verdadeiro e que eu sempre fora apaixonado por sua filha.
Conheci Mirabelle quando começávamos a deixar de sermos crianças, no dia em que seu pai visitou nossa vila pela primeira vez. Ela era linda, corpo esguio e longos cabelos loiros. Sua inteligência me fascinou e sua doçura me encantou e, desde então, sonho com o dia em que ela chegaria na vila e eu a pediria em casamento. E esse dia havia finalmente chegado.
Balgar acabou de distribuir os doces para as crianças que se espalharam correndo pela vila. Dois de nossos lideres foram cumprimentá-lo e os três saíram andando em direção a mesa onde fora servida a refeição. Meus olhos se desviaram por um instante, mas retornaram rapidamente para a lateral da carroça, de onde descia a criatura mais linda de todo o mundo. Mirabelle saiu devagar, com toda graciosidade que lhe foi dada e sorriu para as crianças que, espertamente, voltaram na esperança de ganhar mais doces. Ela estava mais alta desde a última vez que eu a vira, e muito mais bonita.
Engoli em seco e respirei fundo. Minhas pernas tremiam e eu não conseguia me lembrar de nenhuma palavra do texto que havia ensaiado. Meu coração batia cada vez mais forte e eu achei que não fosse agüentar. Dei um passo para frente e parei. Dei dois passos para trás e parei novamente.
Não sabia o que fazer.
Vai seu covarde, falava baixinho comigo mesmo, mas não conseguia. Estava paralisado. Então ela olhou para mim, sorriu e eu achei que tinha visto o sol. Acenei e ela retribuiu o cumprimento, sorrindo ainda mais. Encorajado por sua receptividade prendi a respiração para ganhar coragem e fui... quando vi um homem descendo da carroça logo atrás dela. Parei bruscamente, mas ela não percebeu, pois o homem que acabara de descer da carroça falou alguma coisa em seu ouvido e ela sorriu, beijando-o nos lábios em seguida.
O mundo escureceu de repente e tudo ficou silencioso. Eles continuaram se beijando pelo que achei ser uma eternidade e depois seguiram de mãos dadas em direção a mesa onde Balgar se encontrava. Eu os segui com os olhos e pensei ter ouvido alguém me chamar, mas não conseguia desviar minha atenção. Elotin! Elotin! A voz era insistente, mas meu coração estava sangrando e eu morrendo aos poucos, de modo que nada mais me importava. Então senti alguém puxando forte a manga da minha blusa, me virei, vislumbrado o semblante intrigado de meu pai.
– Não estava ouvindo eu te chamar, filho? O que houve? – perguntou ele, ao contemplar meu rosto triste e coberto por lágrimas.
– Nada, pai – menti.
– Mas você está chorando...
– Não foi nada – insisti.
– Tudo bem. Então venha comigo, os anciões vão contar algumas histórias – ele sorriu tentando me animar.
– Agora não, pai. Quero ficar um pouco sozinho – falei enquanto me virava e saia andando na direção oposta.
– Tudo bem. Se mudar de idéia, sabe onde me encontrar – meu pai teve que quase gritar para que eu ouvisse, pois estava me distanciando depressa. Andei por quase uma hora até o alto de um morro que ficava na parte sul da vila. De lá dava pra ver quase toda a extensão de Baenre. Sentei no chão, encostei em uma árvore e fiquei contemplando a vila, com suas fogueiras, seus músicos, suas histórias e suas decepções. Permaneci lá por um longo tempo. Pensava em minha vida, em como as coisas eram e desejei que fossem diferentes, que eu fosse rico e famoso e que fizesse algo mais importante do que tosquiar ovelhas e amarrar braçadas de feno.
E como me arrependo de ter desejado isso um dia.
Depois de algumas horas o sono acabou me vencendo e eu adormeci. Quando acordei, vi que a Baenre estava mais iluminada. Minha visão ainda estava turva e meus olhos grudados devido as lágrimas, mas pude ver, mesmo de longe, uma grande fogueira no centro, que ardia em altas labaredas. Havia muita gente dançando também e pareciam animados. Levantei e sacudi minhas roupas que estavam sujas de terra, peguei o colar que pertencera a minha mãe e guardei-o no bolso, esfregando os olhos enquanto me virava para contemplar a vila mais uma vez. E foi então que, como uma tocha sendo acessa no fundo de uma caverna, tudo ficou claro.
A enorme fogueira era na verdade um grande incêndio. O fogo se espalhava rapidamente pelas casas de madeira e junco e a fumaça escura subia alta de encontro ao céu igualmente negro. As pessoas que eu vira dançando estava na verdade correndo em desespero e eu achei ter muito mais gente do que havia quando saí.
Corri a passos largos em direção a vila. A descida não era grande, mas um pouco íngreme, o que me fez pegar grande velocidade, mas eu acabei tropeçando e descendo rolando morro abaixo. Parei já na parte plana e levantei um pouco tonto. Meus braços estavam ralados e minha boca sangrando, mas eu não percebi esses ferimentos, apenas continuei correndo como se nada tivesse acontecido e só diminui a velocidade quando estava chegando próximo à vila.
Baenre estava um caos. O fogo alto se espalhava rápido e o calor infernal era quase insuportável. Me aproximei ofegante da entrada e pude ver uma massa de gente correndo desesperada em todas as direções. Entretanto, nem todos pareciam fugir do incêndio, pois os habitantes perseguiam uns aos outros. Pelo menos foi o que pensei de início, mas depois reparei que, na verdade, o povo de Baenre fugia não de humanos ou meio-elfos, mas de outro tipo de humanóide. Eles eram altos e muito fortes, tinham os rostos deformados e seus corpos eram peludos como os dos ursos, além de portarem espadas e machados e lanças.
De repente pensei em meu pai e entrei em pânico.
Imaginei-o conversando com seus amigos e sendo pego de surpresa por um ataque feroz, o que me fez correr para dentro da vila sem qualquer cautela, apenas para deparar-me com uma situação ainda pior.
O fogo estava completamente fora de controle e havia muitos corpos no chão. O sangue dos mortos se misturava com a terra formando uma lama avermelhada que me fazia escorregar e o cheiro de carne queimada invadia meus pulmões toda vez que arfava, quase me fazendo vomitar. Continuei andando e encontrando mais mortos, muitos deles conhecidos e meu coração se apertou de preocupação e medo.
Minha intenção era procurar meu pai e eu andava em meio ao caos gritando seu nome. O calor fazia minha pele arder e eu mal conseguia enxergar ou respirar devido a fumaça densa. Usava a gola da camisa para cobrir o nariz, tentando amenizar o efeito da fumaça tóxica, mas isso pouco adiantava.
Ouvi um grito estridente, e quando olhei, vi um homem correndo desesperadamente em minha direção, perseguido por uma daquelas enormes criaturas, cujo rosto deformado exibia ódio por baixo de uma grande cicatriz e a lâmina de seu grande machado refletia a vermelhidão do fogaréu.
Assustado, comecei a correr junto dele e só paramos quando estávamos fora dos limites da vila, quando olhei para trás e não avistei a criatura, que havia desistido da perseguição. Olhei nos olhos do homem e vi pavor, mas vi também que ele era o homem que estava beijando Mirabelle horas atrás.
– Onde está Mirabelle? – perguntei aos berros. Ele me olhou assustado e continuou calado por um tempo, tentando assimilar o que eu dizia, por isso repeti. – Onde está Mirabelle?
– Estava... comigo, mas um... orco... a pegou. – respondeu ele, recuperando o fôlego.
– Quem a pegou?
– Um orco – ele repetiu. - Criaturas selvagens vindas do sul.
Eu já havia ouvido falar nos orcos, mas nunca tinha visto um e agora Baenre estava sendo massacrada por um bando deles. Uma verdadeira horda saída de terras há muito esquecidas, que atacava com ódio e fúria. Uma fúria vinda do sul.
Me virei imediatamente e voltei correndo em direção a vila, deixando o homem falando sozinho.
Muitas casas estavam desabando e espalhando madeira em brasa pelo chão. Segui gritando por Mirabelle e por meu pai, mas não obtive resposta. De repente algo chamou minha atenção. Me aproximei devagar e não consegui conter as lágrimas quando vi um corpo de uma meia-elfa deitando de costas no chão, completamente coberto de sangue.
Caminhei cambaleante até ela e virei levemente seu rosto, constatando que era realmente a mulher por quem estava apaixonado. Ela tinha sangue nas costas e um grande corte na garganta, e seus olhos estavam abertos expressando o terror que presenciou no momento da morte.
Levantei e cambaleei para trás, dessa vez não conseguindo segurar o pouco que tinha no estômago. A fumaça aumentou, quase me sufocando enquanto soluçava e tentava limpar o vômito e as lágrimas que se misturavam às fuligens em meu rosto. Girei nos calcanhares e me distanciei daquele horror, correndo para fora da vila e penetrando fundo em uma floresta próxima.
Dormi no chão aquela noite, escondido em meio à mata, só acordando quando o sol queimava o meu rosto.
Levantei assustado quando recordei os eventos da noite anterior e voltei correndo para a vila. O fogo já tinha se extinguido, dando lugar a uma fumaça fina e branca que saia das cinzas das casas e era levada em direção ao norte pelo vento fraco. Muitos dos escombros ainda estavam em brasa o que, aliado ao sol, tornava a manhã muito quente, me fazendo suar bastante.
Percorri a as ruas da vila procurando por sobreviventes, mas não achei nenhum. Passei então a procurar conhecidos entre os mortos e esses sim, encontrei bastante, mas não achei o corpo do meu pai, o que me deu um fio de esperança. Ele poderia ainda estar vivo, talvez tivesse fugido para o sul, quem sabe para Falanae, o reinos dos elfos, e resolvi que faria o mesmo. Se eu conseguisse chegar a Falanae conseguiria ajuda e talvez reencontrasse meu pai.
Mas eu não podia deixar Baenre daquele jeito, pois conhecia muito dos mortos que se espalhavam pela vila, e resolvi que enterraria todos. Comecei então por Mirabelle. Peguei uma pá que encontrei em meio as cinzas, já enegrecida e torta devido ao calor, e cavei com muita dificuldade uma cova rasa, arrastando o corpo de Mirabelle para dentro dela e cobrindo-o com a própria terra que havia retirado do buraco. Como naquela época não sabia nenhuma oração, apenas pedi que me perdoasse por não ter podido salvá-la, desejei que descansasse em paz, e chorei como nunca havia chorado na vida. Estava ferido, sozinho e com fome. Não sabia se meu pai estava vivo e tinha acabado de enterrar meu grande amor. E por um momento desejei estar em Baenre no momento que as criaturas atacaram. Teria sido mais fácil assim, pensei.
Levei toda a manhã enterrando Mirabelle e cheguei a conclusão de que não poderia fazer isso com todos, então gastei toda a parte tarde agrupando os corpos no meio da vila e usei a brasa ainda viva para atear fogo a suas roupas e transformá-los em uma grande fogueia de dor e tristeza. Não fiquei para vê-los queimar. Peguei a pá que usei para cavar a cova de Mirabelle, uma faca de sempre carregava comigo, o cordão que pertencera a minha mãe e a esperança de reencontrar meu pai, partindo imediatamente para o sul em busca da salvação.
Mas será que eu deveria mesmo fazer isso?
Poderia, ao invés de seguir para o sul, ir no sentido oposto e procurar outra vila ou aldeia que não tivesse sido atacada. Entretanto, algo me dizia que não era o certo; sentia alguma coisa se remexendo em meu peito me indicando a direção sul, quase como uma voz, que falava comigo sem usar palavras e resolvi que seguiria esse sentimento; que não desistiria. Qualquer um pode desistir.
Claro, é a coisa mais fácil a ser feita. Porquê enfrentar desafios, turbulências, adversidades, perigos se você pode simplesmente... desistir?
Era o que eu pensava enquanto acampava no alto do morro. A menos de duas noite havia subido àquele mesmo lugar e deixado para trás uma vila em festa, um pai preocupado e um coração partido. E agora olhava em direção a extinta Baenre, cujos escombros se escondiam por trás do negrume da noite – e pensava em desistir. Todos que conhecia estavam mortos ou desaparecidos, nunca havia me afastado de meu pai nem saído da vila, e de repente estava sozinho em uma terra que me parecia estranha e assustadora, sem água, comida ou um ombro amigo para derramar as lágrimas que eu sentia acumular por trás dos meus olhos.
Então, por que não desistir simplesmente?
Exatamente porque qualquer um poderia fazer isso e eu, mesmo jovem, não era qualquer um. Além do mais, agora tinha uma motivação: encontrar meu pai.
Para isso, precisava reunir tudo o que me restava: a força e a coragem que descobrira ter e seguir em minha primeira missão, uma missão suicida que marcava o início de minha primeira grande aventura: enfrentar o desconhecido nas Terras Bárbaras.
A CRONOLOGIA DAS TERRAS BÁRBARAS
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A CRONOLOGIA DAS TERRAS BÁRBARAS
Apresentamos agora a cronologia das Terras Bárbaras, com as datas posteriores ao Cataclismo.
0 D.C. - Acontece o grande cataclimo
3 D.C - Início da reconstrução do Reino sob a liderança do Conselho dos Lordes.
3 D.C - Os mortos se levantam e vagam pelos mangues destruindo um império rico e poderoso que existia nos mangues.
6 D.C - Levanadel recebe o nome de Andrel.
6 D.C - Os Sekbete e Napóis sobrevivem e criam seus reinos
7 D.C - Talavir eleita capital do novo Reino de Felanae, limitado à floresta de Jaheel.
12 D.C - Migração de bestiais próximos a região da Torre Norte;
18 D.C - Apareceram os Gouras e os transmorfos
49 D.C - Os mortos recuaram para os mangues e os salgueiros dos mangues se proliferaram
103 D.C - Primeira ampliação em Morak e descoberta de novos veios de minérios.
103 D.C - Florestas de Jaheel são chamadas de “O Último Refúgio dos Elfos”. Primeiros contatos com Marlak e Avery. Surgimento dos primeiros meio elfos.
Primeira ampliação em Morak e descoberta de novos veios de minérios.
114 D.C - Ocorre um período entre guerras étnicas (Napóis, Gouras e Sekbets)
142 D.C - Descoberta de rios subterrâneos em Morak e criação de três novas alas.
203 D.C - Primeiros anões do clã Ferrek partem de Morak à procura de melhores condições.
303 D.C - Início das invetidas dos orcos a Morak.
356 D.C - Construção da fortaleza de Fargar-Stundar e fim das investidas de orcos.
403 D.C - Início do período em que os anões de Morak se isolam completamente do mundo exterior, exceto por algumas relações comerciais.
603 D.C - Final do período em que os anões de Morak se isolam completamente do mundo exterior, exceto por algumas relações comerciais.
612 D.C - Tratados comerciais assinados entre os anões e os Talindras, próximo ao Dossel de Eridam e os Napóis, nos mangues.
903 D.C - Singlestorm, Filho da Luz, sobe ao trono em Valkroft. E envia expedições em busca de ruínas da antiga Levanadel.
956 D.C - Kirian encontrou o oásis de Liadon, nome da floresta que circunda o Dossel. Foi batizado de Dossel de Eridam, em homenagem ao mago do grupo que passou meses estudando a estrutura.
956 D.C - Fundação da colônia de Alarna.
1093 D.C - Tribos orcos da Cadeia Holdariana se organizaram sob um forte líder, o orco guerreiro Oghar. Esse orco liderou os povos bárbaros das cadeias Holdarianas contra Talavir.
1112 D.C - Fim da nação élfica. Elfos, homens e meio elfos lutam lado a lado contra invasão dos orcos. Singlestorm venceu Oghar. Singlestorm cai em combate vítima de uma flecha envenenada.
1118 D.C - Fundação do Reino de Avery por humanos e meio-elfos.
1142 D.C - Anões em Morak recebem noticias da Seita e iniciam a construção da fortaleza de Umbra- Hamer, ao norte do Vulcão Umbra.
1149 D.C - Término da construção de Umbra-Hamer.
1149 D.C - Chegada dos primeiros Malkuthistas em Avery.
1156 D.C - Immeril primeiro elfo de Jaheel a pisar em Falanae. Nova invasão de orcos a Jaheel.
1170 D.C - Sobreviventes de Jaheel chegam a Falanae com notícias sobre a Seita. Talavir é abandonada.
1173 D.C - Os preparativos para o inicio da dominação dos Elfos Sombrios começa. Um grande exército começa a ser formado.
1176 D.C - Ataque dos Elfos Sombrios a Falanae.
1279 D.C - Fundação da última ala em Morak.
1393 D.C - Início do "Levante dos Mortos" - Durante a passagem da seita pelos Reinos Civilizados de Theabos, houve um levante dos mortos e uma investida destes sobre a Holdariana, para fazer frente as três raças dos mangues forjaram uma aliança.
1406 D.C - Final do "Levante dos Mortos" - Vitória da aliança entre os Sekbets, os Napois e os Golras sobre o exército de mortos–vivos.
1456 D.C - Reaproximação de Falanae a nações vizinhas, principalmente Marlak e Avery.
1476 D.C - Sai a expedição de Emilie Merric, a exploradora.
1483 D.C - Chegada da expedição e começa a construção do forte estrela do mar.
1486 D.C - Os humanos travam contato com os Napois.
1489 D.C - Ocorre motim e Bellas Dalton foge com um navio, forte é atacado e destruído por Sekbets e Elfos Sombrios.
1489 D.C - Os humanos são presos pelos Sekbete e Elfos Sombrios.
1493 D.C - Perrin Slowlight vence o Labirinto das Ilusões.
1496 D.C - Berylla é fundada e os humanos travam contato com os Gouras e os Mortos vivos.
1497 D.C - Reconstruído o forte estrela do mar
1499 D.C - Chega o barco de Liddas Ambershard e é forjada a aliança entre Liddas e Emilie
1500 D.C - Dias atuais.
O LIVRO DAS TERRAS BÁRBARAS
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Nas próximas páginas percorreremos toda a vastidão do sul de Theabos, com seus lugares exóticos, repletos de segredos, perigos e muitas maravilhas. Exploraremos detalhadamente os principais fios da trama que sustenta essa intrigante região, destacando as misteriosas Estepes de Cristal, os terríveis Mangues, Falanae - o reino dos elfos, Morak - o reino dos anões, T'Sarran - o reino dos elfos sombrios, o Dossel de Eridam, as inóspitas Glaciais, as tribos/clãs dos Povos Nômades e Bárbaros, além de masmorras, labirintos, ruínas de cidades perdidas, templos antigos esquecidos, e diversos outros locais magníficos que sempre atraíram bravos exploradores em aventuras ameaçadoras, repletas de armadilhas e tesouros.
Três partes compõem essa obra de ambientação.
A primeira dela trás um pequeno conto introdutório, intitulado "a filha do meu povo". No qual a noiva virgem de um rei, e neta do sumo sacerdote, é raptada e violada na corte do reino rival.
Em segundo lugar, o livro descreve as regiões das Terras Bárbaras com seus respectivos "reinos", oferecendo ao leitor um panorama geral de aspectos relevantes como: localização geográfica, clima, terreno e toda a história do "reino", incluindo sua fundação, principais acontecimentos e sua atuação durante o advento da sociedade da luz, mais conhecida como "a seita do caminho". Além disso temos aqui a descrição da forma de governo local, seu cenário econômico e suas relações com as outras "Cidades-Estado", bem como sua história recente, relatando a situação atual da capital, seus principais problemas, empreendimentos e acontecimentos.
O aspecto antropológico desses povos, também não é descartado nessa descrição. Nela analisamos quais raças habitam (e habitavam, vide o conto inicial) àquelas terras, qual sua relação e importância para os reinos "civilizados" do Norte e seus principais costumes e tradições. Aqui estão descritos também todas as principais cidades, fortes, fortalezas, montes, florestas e outros locais de destaque na Antártica Theabosiana, além de mini - biografias das personalidades de maior relevância política da região - sua influência, principais características e feitos marcantes. O Livro Das Terras Bárbaras aborda também uma série de rumores e intrigas que caíram na teia da "aranha" e/ou foram contadas pelos seus "passarinhos" - As famosas informações coletadas pelos ouvidos das paredes... Alguns rumores, boatos e intrigas que circulam pela boca dos plebeus e nobres do reino.
Por fim, concluimos este livro com o epílogo do conto introdutório, e o castigo que caira sobre a cidade, o rei e seus navios.
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Bem, agora é com você. Basta virar a página e penetrar nesse fantástico e intrigante mundo chamado Theabos. E prepare-se! Pois a emoção e a aventura o aguardam!
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Cronologia das Terras Bárbaras
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Prólogo.
As Estepes de Cristal
Os Mangues
Falanae, O Reino Élfico
Morak, O Reino Anão
T'Sarran, O Reino dos Elfos Sombrios
O Dossel de Eridam
As Glaciais
Povos nômades e bárbaros
Epílogo
segunda-feira, 16 de julho de 2018
MILAGRES AT - CONTOS DE SALÉM
Prólogo
1. A confusão das línguas
2. Sodomitas feridos de cegueira
3. Destruição de Sodoma e Gomorra
4. A esposa de Ló transformada em estátua de sal
5. A sarça ardente que não se consumia
6. A vara de Moisés transformada em serpente
7. A mão de Moisés fica leprosa, e é curada
8. A vara de Arão transformada em serpente
9. As dez pragas
10. A coluna de nuvem durante o dia, e a de fogo de noite
11. A divisão do Mar Vermelho, e a sua volta ao leito normal
12. As águas de Mara tornam-se doces
13. O envio de codornizes e o maná
14. A água proveniente da rocha
15. Vitória sobre os amalequitas
16. Sacrifícios consumidos pelo fogo
17. Os filhos de Arão consumidos pelo fogo do céu
18. A lepra de Miriã é curada
19. Corá e seus partidários são destruídos
20. A praga enviada é detida
21. A vara de Arão floresce e produz amêndoas
22. O envio de serpentes ardentes, e a cura de alguns que haviam sido picados
23. A jumenta de Balaão fala
24. A divisão do rio Jordão
25. A queda dos muros de Jericó
26. O sol e a lua se detêm
27. Sansão bebe a água de Leí
28. Dagom e muitos filisteus caem diante da arca
29. Habitantes de Bete-Semes feridos
30. Trovões e chuvas em tempo de colheita em resposta à oração de Samuel
31. Usá ferido de morte
32. Seca-se a mão de Jeroboão
33. Multiplicam-se a farinha e o azeite da viúva
34. Os capitães de Acazias com seus soldados são consumidos
35. O carro de fogo eleva Elias ao Céu
36. As águas de Jericó são saradas
37. Provisão de água para um grande exército
38. O azeite da viúva multiplicado
39. Ressureição do filho da Sunamita
40. Purificação da comida envenenada
41. Alimentação de cem homens com vinte pães
42. A lepra de Naamã curada
43. Geasi torna-se leproso
44. Um machado flutua
45. Ferido de cegueira um batalhão de Sírios
46. Posto em fuga o exército dos Sírios
47. O morto que ressucitou ao tocar os restos mortais de Eliseu
48. O exército de Senaqueribe destruído
49. O sol retrocede
50. Uzias torna-se leproso
51. Três jovens hebreus livrados da fornalha de fogo ardente
52. Daniel livrado dos leões
53. Jonas no ventre do grande peixe
54. Libertação de Jonas
Epílogo
"Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar, para publicar com voz de louvor e cantar todas maravilhas" - Salmos 26.6,7
UM MERGULHO NO LAGO
1. Narrador
Imitar o estilo de Stephen King em Jogo Perigoso.
.Ver também filmes, séries (livros, se houver, sobre): Hannibal, Psicopata americano e filme em que Jonhy Deep é um escritor.
2. Personagens
Hylas "fulano" (Hylas "Cohen" é o de "Quem é Nora Royce? ")
Possui uma mitologia propria (o vilão é o heroi do seu proprio mito).
Cria uma teoria da produção humana. Da virtualidade. Do tablete de argila ao tablete. Obketificação, imortalização, a pintora vira tela.O ato civilizatório após a barbárie.
Hylas (psicopata) foi afogado na infância (culpa a mãe, irmã, primas, que riam enquanto engolia água).
As mulheres são em grande maioria "pornstars" ucranianas (e de outros países do leste europeu: hungria, r. Theca, etc), acompanhantes de luxo (sexo e morte, eros e thanatos)
Ele as apelida com nomes de deusas e ninfas da mitologia grega.
3. Tempo : Atualidade
4. Espaço: Nova York e Maine (casa no lago-afogamento)
5. Ação dramática: O assasino é um homem perfeito até levá-las (cada uma, as vezes mais de uma) para sua casa no lago, onde as afoga, barbariza e civiliza.
A trama reside em não deixar suspeitas "uma turista", uma mulher que ninguém notaria a falta, uma acompanhamte de luxo? Ou se desaparecida ninguem ligaria ao assassino.
No ritual o assassino dá um último beijo nas vítimas roubando o fôlego final. (O inverso de uma respiração boca a boca - que não lhe fozeram na infância ao afogar-se).
6. Os itens
Depois de mortas as mulheres são transformadas em bens culturais.
Uma cena clássica: a nova amante entra na casa de hylas e pergunta pela obra (feita com os restos mortais da última vítima: sangue para tinta de tela. ("Que vermelho intenso").
o desenho
a pintura
a escultura
a fotografia
o livro
o instrumento musical (se dá para fazer com animais...)
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Notas Avulsas: Ver em sites de decoração (pinterest e outros) descrição de "casa no lago".
Pesquisar no google book livros ambientados nessas residências.
Romance moderno.
Ficção, Terror (Serial Killer)
O JARDIM RESTAURADO
Contos seletos das invasões bárbaras e a cultura Greco-Romana.
Tema central: Barbárie X Cultura / Oriente X Ocidente / Pluralismo XNaciomalismo.
Apogeu da Democracia Ateniense nos dias de Péricles (período de Antigona - Sófocles) e declínio pós-derrota na guerra do Peloponeso.
1. Narrador
Imitar o estilo de Steven Presfild (Portões de Fogo)
Cena 1 - Incêndio na biblioteca
O problema filósofico do conhecimento.
(Palestra do Olavo de Carvalho sobre o livro como objeto)
Pagar o gênero logo no início (André Vianco): O personagem filosofando sobre o problema do conhecimento intercala seu fluxo de consciência com a leitura dos títulos de livros na estante que paguem o gênero (exemplo: "Crônicas das batalhas élfico - anãs", "Masmorras e Dragões", "A torre negra do mago necromante", e outros clichés/ tropos do gênero).
- Quanto mais você lê tanto mais idiota você fica. Não há limites de produzir livros e o muito estudar é enfado da carne.
"A caverna do dragão", "O mestre dos magos", "Armas mágicas", "Masmorras e Dragões", "O urso e a donzela" "Conan*, o bárbaro".
Conflito: incêndio. Quais livros salvar? (vide o conflito de Avicena em o físico)
Sensação de urgência, "não há tempo" (André Vianco): Fogo se alastrando ( vide portões de fogo cena do incêndio na cidade).
Drama familiar (André Vianco). O incêndio é culpa do parente do protagonista?
O DIÁRIO DE RACHEL WARD
Um grupo de amigos encontram um diário nos "achados e perdidos" de uma escola do interior (Maine, USA). Fora escrito na década de 80, por uma jovem chamada Rachel Ward. A princípio nada de mais... Ao ler com mais detalhes, percebe que embora escrito no passado, se trata de acontecimentos futuros (daqui à seis dias, "haverá um incêndio na escola"). Os jovens concluem que deve ser uma daquelas tarefas escolares de literatura ou desafios do clube de escrita, talvez até uma fuga da realidade. Porém passada a semana, toca a sirene de incêndio. A narrativa segue. E ele percebem que os eventos no diário começam a acontecer "um a um" e se deparam com "alguns" problemas: 1. Os nomes de alguns deles estão no diário. (Com o dia e hora da morte?). 2. Há páginas faltando (Quem garante que o nome dos que não apareceram não estava nessa página arrancada?). 3. Quem diabos foi (ou é) Rachel Ward? (E como ela sabia do que iria acontecer?).
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Críticas, sugestões... 🤓
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[2h43 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: E se fosse um amor platônico? Ele era "apaixonado" (obsecado) pela rachel na escola, mas nunca aconteceu nada. Até que ela "morreu" (se mudou subitamente da cidadezinha, por algum motivo". Os jovens vão atras dela e descobrem que ela vive uma vida normal e nem lembrava de ter escrito aqule diário ("ah era coisa de adolescente, eu tinha sonhos estranhos e escrevia no dia seguinte, acho"). Acontece que o serial killer não via assim, ele acreditou que ela morreu e o "diario de Rachel Ward" era tipo sua biblia, Alcorão etc. Decorava trechos e se via como responsável em cumpir a missão. (Ele lê no diário que no dia 12 de março de 2020 haverá um incêndio na escola e ele vai lá e queima a escola, por exemplo).
[2h44 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: O problema é que esse tipo de personagem obsecado que fez um culto em torno da rachel teria pesquisado tudo sobre ela e provavelmente descoberto ela viva em outra cidade. Então a história ficaria inverossímil.
[2h46 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Pensei que ele seria aquele pscicopata que cristaliza o objeto de desejo. Ou seja a rachel da cabeça dele é aquela menina de x anos. Quando vê a mulher não a reconhece. "Não pode ser ela".
[2h46 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Abandona a perseguição física. E fica com a rachel ideal, a da cabeça dele.
[2h47 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Até que...
[2h47 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Ele perde o diário e fica obsecado por reencontralo (embora tenha decorado)
[2h50 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Outra coisa que havia pensado, é que a rachel não dá a mínima para o diário qie escreveu no passado e dispensa os jovens curiosos. Mas ela tem uma sobrinha (jornalista? Escritora?) que acha que daria uma boa história. Sem dizer a tia vai visitar a cidade e SOME...
[2h51 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Os jovens ao verem as fotos, percebem que a sobrinha é "a cara" da tia no passado (o psicopata reencontrou a sua Rachel, e dessa vez não deixará que ela " morra").
[2h54 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Não deixará que ela "morra" sem que ele faça um enterro digno de "rachel ward"...
Com o sumiço da sobrinha, a tia vai a cidade procurar os jovens e começa a jornada para encontrar a sobrinha, até o dia x, onde rachel escreveu no diario que ela partiria. (Viajem, "morte" na cabeça do pscicopata).
[2h55 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Enfim, vomitando ganchos aqui, depois agente vai amarrando as pontas. 😂
[3h03 17/07/2018] Leonardo Araújo De Melo: Já pensou? os jovens, indo com a Rachel Ward atrás da sobrinha na delegacia e o investigador do crime (é o cara que está com a "rachel" no cativeiro). E vive o conflito de devolver a garota, mas convivendo com a rachel atual, pensa coisas do tipo "se eu deixá-la ir ela se tornará assim". Na cabeça dele, ele está protegendo. Ele é o herói e o resto do mundo o perigo real. ("O vilão é o herói do seu próprio mito" - Christopher Vogler) 🙂
HISTÓRIA DO DESCOBRIMENTOS E DA EXPANSÃO PORTUGUESA
(Ver no site do Instituto Camões)
. Arte de navegar, roteirística e pilotagem.
. Navios, construção e arquitetura naval.
. Guerra política e organização naval.
. Biografias.
. Cartografia e cartógrafos.
. Viagens, viajantes e navegadores.
. Navegações, cultura e ciência moderna.
NOTAS AVULSAS DO PROJETO: OS NAVIOS DO REI
. A chegada de Cabral no Brasil em 1500.
. A obra "Os navios do rei" é uma ficção fantástica ambientada no mundo de Theabos.
. Personagens: Identificar o papel de cada um nessa expedição às terras do sul: Construtores náuticos, astrônomos, matemáticos, cartógrafos, historiadores, geógrafos, biólogos etc.
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- Quanto mais você lê mas idiota você fica! Dissera fulano enquanto retirava um pergaminho dentre "milhares" de tantos outros. [...] A biblioteca de Drakar era...
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Saravossa*, à 108 dias do Naufrágio.
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Há muitas formas de morrer.
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[Prólogo] - Ah... Que se fodam os deuses! Bradou o sacerdote enquanto o carrasco colocava a corda em seu pescoço.
[Três anos antes, Mundo Comum] - O jovem candidato à sacerdote [arco do personagem].
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[Sacerdotisa/profetisa estuprada na corte profetiza o fim da cidade, vide Ezequiel 28.11-23- Prólogo] A taça do rei tremendo, o vinho se derrama. "O rei franzio o cenho". [Tsunami destrói a cidade "ilha de Tiro", Pompeia, Atlântida, Ilha de Larcor].
quarta-feira, 11 de julho de 2018
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PESSOAL - ARTES VISUAIS
1. P.E.P.
a) O que?
b) Como?
c) Quando?
D) Onde?
E) Por quê?
F) Para que?
G) Para quem?
H) Com quem?
Pesquisar sobre "Classical Realism" (Dr. Jeffrey Mims)
I) Com quanto?
J) Que então?
1.1. Diagnóstico:
1.2. Formulação Estratégica (Visão do futuro):
1.2.1. Missão:
1.2.2 Visão:
Oferecer ao mercado de arte bens e serviços relacionados.
A) Bens: Desenhos, Pinturas, Esculturas.
Ver a ideia da artista Lena Danya que criou cartões com suas pinturas e revendeu a preço de custo. ( http://lenadanya.com e http://lenadanyastore.com)
B) Serviços: Livros, cursos e aulas.
Ver a ideia do artista "inglês".
1.2.3. Valores: Realismo clássico, romantismo, beleza feminina, mitologia.
Ver a ideia de declaração do artista cubano César Santos.
1.2.4. Objetivos:
1.2.5. Análise ambiental:
A) ambiente interno (pontos fortes e dificuldades):
B) ambiente externo (oportunidades e ameaças):
1.2.6. Estabelecimento de metas com prazo:
1.3. Implementação (Estratégia)
Pesquisar sobre o processo criativo.
1.4. Controle (Indicadores)
------
2. Estabelecimento de objetivos
2.1. Desdobramento de objetivos
2.2. Abrangência do planejamento
2.2.1 Planejamento estratégico
2.2.2 Planejamento tático
2.2.3 Planejamento operacional
3. Tipos de plano
3.1 Procedimentos
3.2 Orçamentos
3.3 Programas ou programações
3.4 Regras ou regulamentos
4. Campos semânticos: Políticas, diretrizes, metas, programas, procedimentos, métodos, normas.
5. Visão geral do roteiro
5.1 Valores
6 Análise situacional (Swot)
6.1 Pontos fortes
6.2 Pontos fracos/ desafios
6.3 Oportunidades
6.4 Ameaças
7. Parcerias / Networking (Stakejolders)
7.1. Sites: Pintest, Winkart, Deviart, Patreon.
7.2. Desenhistas: Louise Gordon, Andrew Loomis, Leonardo DaVince, Rafael Sanzio, Frank Frazeta, Jenó Barcsay, Mozar Couto.
7.3. John William Godward, William-Adolphe Bouguereau, John William Waterhouse, Lawrence Alma-Tadema, Pierre- Narcisse Guerin, Jérôme-Martim Langlois, Jean August Dominique Ingres, Karl Bryullov, Franz Xaver Winterhalter, Dr. Jeffrey Mims, Van Gogh, Gustav Klimt, César Santos, Vladimir Volegov, Osamu Obi, Kunkle.
7.4. Escultores: John Gibson, Antônio Canova, Arno Breker, Damien Hirst.
7.5. Arquitetos:
8. Respostas (Hipóteses)
A) O que?
Um artista visual é uma pessoa que além de desenhar e pintar utiliza ferramentas tecnológicas na produção de uma obra.
As artes visuais envolvem diversos recursos e formas de expressão. Por meio de desenhos, pinturas, gravuras, esculturas e colagens, utilizando papel, tinta, gesso, argila, madeira e metais, filmadoras, máquinas fotográficas, programas de computador e outras ferramentas tecnológicas, o artista busca representar o mundo real ou o seu imaginário.
Um artista visual usa a tecnologia para criar um trabalho artístico.
No meio artístico todos aqueles que fizeram sucesso inovaram de alguma maneira. Por isso, usar a criatividade para encontrar formas de modernizar/ recriar o que já vem sendo feito, ou até construir um novo estilo de arte é a receita do sucesso para ser um vok prpfissional da área.
Criatividade é munir o cérebro de informação, conhecimento e deixar ele se divertir sem limites.
No curso de Artes Visuais os assuntos essenciais são História da Arte, Estética e Filosofia; Comunicação humana; Linguagem do Desenho; Linguagem da Fotografia.
As artes visuais são formas de arte como a cerâmica, desenho, pintura, escultura, gravura,design, artesanato, fotografia, vídeo, produção cinematográfica e arquitetura. Muitas disciplinas artísticas [artes cênicas, arte conceitual, artes têxteis) envolvem aspectos das artes visuais, bem como artes de outros tipos. Também incluido no campo das artes visuais são as artes aplicadas tais como desenho industrial, desenho gráfico, design de moda, design de interiores e arte decorativa.
B) Como?
C) Quando?
D) Onde?
E) Por quê?
F) Para que?
G) Para quem?
H) Com quem?
I) Com quanto?
J) Que então?
terça-feira, 10 de julho de 2018
COMO CRIAR MUNDOS FANTÁSTICOS
Teoria Literária
Escrita Criativa
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Fundamentação teórica para o livro "Criando mundos fantásticos: como escrever um livro de ficção"
Resumo (Na língua Vernácula : Português)
Palavras- Chaves: Teoria Literária, Escrita Criativa, Conto, Novela, Romance.
Resumo (Em língua estrangeira: Inglês):
Palavras-chaves (Keywords):
Sumário
Prefácio
Introdução
Tema
Justificativa
Relevância
Contribuições
O problema da pesquisa
A hipótese
O objetivo geral
Os objetivos específicos
Procedimentos metodológicos
Quadro - teórico
Objeto de estudo: A exploração (o medo do desconhecido, a necessidade de saber - o problema do conhecimento)
Desenvolvimento
1. Revisão da literatura:
1.1. O que é um best-seller
"Best-seller é o livro que, não importando o tema e em nível nacional, vende mais de dez mil exemplares ao espaço de cem dias [...] (INOUE, 2007, p.15).
"Basicamente, há seis formas de vender livros: nos lançamentos, nas livrarias, nas bancas, nos pontos-de-venda, mais heterodoxas, por mala-direta e de porta em porta [...] (INOUE, 2007, p.22)
"Características atuais de um livro de sucesso: Boa apresentação, vom título, temática de interesse do público leitor, trama envolvente, boa estruturação, boa linguagem, boa distribuição [...] Os três pilares de uma boa trama: motivação, correspondência e ponto de identificação. [...] Um bom romance [...] precisa ser estruturado de tal forma que impeça o leitor de parar de ler. Isso significa manter um clima de suspense durante todo o texto, com enganchamentos bem caracterizados entre os capítulos e subcapítulos [...]" (INOUE, 2007, p.20)
"Uma boa obra literária precisa obrigatoriamente ter: criatividade, qualidade e originalidade" (INOUE, 2007, p. 43).
"Devo lembrar que estamos falando de escrever romances do tipo que os americanos gostam de chamar de best-sellers, sejam eles classificados ou não como obras de pulp fiction. Ora, uma das características [...] principais desse tipo de obra é que ela deve ser lida de uma só vez, praticamente sem qualquer interrupção" (INOUE, 2007, p.12).
1.2. Tendências de Mercado
"É importante salientar que um romance com condições de se tornar um best-seller deve misturar algumas das tendências de mercado [...] Um romance de aventura, abordando um problema de esfera social e psicológica, com incursões em assuntos místicos e esotéricos, tudo isso escrito de forma a ser ma leitura de lazer" (INOUE, 2007, p.28)
Por dentro do livro
1.3. O público-alvo
"É para [...] o público leitor que escrevemos e, portanto, temos de levar em conta suas exigências: Lazer, informação, identificação com a realidade, identificação com o protagonista, sonho" (INOUE, 2007, p. 36).
Tipos de leitor
1.4. A idéia
"[...] o homem tem, fundamentalmente, apenas um objetivo: o da sobrevivência. O que diferencia um homem do outro é a forma como ele utiliza as armas de que dispõe para continuar vivo" (INOUE, 2007, p.44).
O que é a ideia
Em busca da ideia
"Um livro, como qualquer outro tipo de criação intelectual, parte sempre de uma idéia, de algum fato - concreto ou não - que nos impressiona e que nos leva ao desejo de criar alguma coisa sobre ele" (INOUE, 2007, p.37).
"[...] é por meio do conhecimento de fatos e de coisas, de experiências e de teorias, já devidamente vicenciadas por nós mesmos ou por outros, que podemos montar um arquivo de dados suficientemente rico para nos permitir a ousadia de escrever um livro" (INOUE, 2007, p.43).
"Conhecimento é o armazenamento mental do somatório de informações adquiridas e experiências vividas que serão selecionadas e utilizadas de acordo com o grau de inteligência e/ou a necessidade de sobrevivência" (INOUE, 2007, p. 41).
1.5. O tema
A escolha do tema
"O bom autor não sente nenhuma necessidade de provar que sabe. Ele simplesmente transmite conhecimento de forma discreta e suave, como se estivesse comentando o assunto com alguém que conhece tanto quanto ele" (INOUE, 2007, p.34).
1.6. A pesquisa
" Outra característica de um best-seller é exatamente a sua verossimilhança, ou seja, a semelhança com a realidade, e isso só será possível se houver pesquisa [...] É verdade que estamos tratando de ficção, mas o fato de uma obra ser ficcional não significa que se possa inventar à vontade, que se possam contar mentiras escabrosas [...] Ora, para escrever um bom romance, um história que possa ser verossímil apesar de meramente imaginária, é preciso pesquisar. Pesquisar o que de fato aconteceu para que se possa inventar o que poderia ter acontecido" (INOUE, 2007, p.13)
1.7. O início da construção
"[...] pela necessidade de saber onde chegar, que eu sempre começo um romance pelo fim [...] a boa estruturação [...] é condição sine qua non para o sucesso" ( INOUE, 2007, p. 20,21).
Planejamento
Análise e síntese
1.8. Conflito
Apresentação do conflito
Desenvolvimento do conflito
Solução do conflito
1.9. Os gêneros narrativos
"Livro de ficção é aquele que versa sobre uma história totalmente imaginada pelo autor, algo que não aconteceu na realidade. Livro de não ficção é um relato, ensaio, estudo ou conjunto de ponderações sobre fatos reais, sejam eles concretos ou abstratos. Podemos ter um livro de ficção, por exemplo, que tenha em sua temática fatos históricos, portanto reais; teremos então um livro de ficção histórica, no qual com base em fatos que realmente aconteceram, o autor criou uma história fictícia" (INOUE, 2007, p.16).
Conto
Novela
Romance
.Ficção Científica (FC)
"Fantasia é o impossível tornado provável. Ficção científica é o improvável tornado possível" - Rod Serling
Geralmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e/ou consequências possíveis em um determinado mundo, cenário alternativo, sociedade ou em seus indivíduos de maneira racional.
Temas recorrentes: Viagem espacial, vida extraterrestre etc.
1.10. Montando o projeto literário
Esquema para projeto literário
Explicando o projeto
O percurso da ação dramática
1.11. Estrutura do romance
Montagem da história
Montagem do conflito
Solução do conflito
Os diálogos
Iniciando o texto
"[...] parto do princípio de que quem gosta de escrever e pretende criar um livro tenha pelo menos as noções básicas de gramática e ortografia [...]" (INOUE, 2007, p. 14)
2. Metodologia
3. Resultados/ análise e discussão
Conclusão
Referências
INOUE, Ryoki. Vencendo o desafio de escrever um romanca. São Paulo: Summus, 2007.
KING, Stephen. Sobre a escrita. Suma de letras Brasil, 2015.
VOGLER, Christopher. A jornada do escritor: estrutura mítica para escritores. Aleph, 2015.
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Para ler:
The elements of style by William Strunk.
Vocabulários da língua portuguesa.
Gramáticas da língua portuguesa.
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MISHAR ENTHOUSIASMENOS (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM )
Mishar
---
Paralelo:
-》 Ygritte (As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R.Martim), Peregrin Took (O Senhor Dos Anéis - Tolkien ), Jack Dawson (Titanic ), Dandelion (The Witcher Series), Penny (The Big Bang Theory), Angela Montenegro (Bones), Gob bluth (Arrested Development), Lindsay Bluth Funk (Arrested Development).
-》 Adele, Marilyn Monroe, Jamoe Oliber, Jamie Foxx, Adam Levine, Miley Cyrus, Serena Williams, Steve Irwin.
Morte : Envenenado
Símbolo : Sátiro
____
1. Básico:
Nome? Mishar Enthousiasmenos
Apelido?
Idade? X
Gênero? Masculino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Humano
Ocupação/profissão? Guerreiro
Papel na missão?
Frase/verso recorrente?
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Academia
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? Animador
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
---
Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
---
ANTLAO EPICHEIRIMATÍAS (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM )
Antlao
---
Paralelo:
-》 Jaime Lannister (As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R.Martim), Lincoln Burrows (Prison Break), Hank Schrader (Breaking Bad), Seth Grayson (House of Cards), Gabriela Solis (Desperate Housewives ), Fiona Glenanne (Burn Notice), Philip Wenneck (Hangover), D'Artagnam (Os três mosqueteiros ).
-》 Ernest Hemingway, Jack Nicholson, Eddie Murphy, Madonna, Bruce Willis, Michael J. Fox, Nicolas Sarkozy, Samuel L. Jackson.
Morte : Afundamento toráxico destruiu a ossatura, matando-o imediatamente.
Símbolo : Unicórnio
____
1. Básico:
Nome? Antlao Epicheirimatías
Apelido?
Idade? X
Gênero? Masculino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Humano
Ocupação/profissão? Guerreiro
Papel na missão?
Frase/verso recorrente? "
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Academia
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? Empresário
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
---
Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
---
MIMO TYCHODIÓKTI (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM )
-》Kevin Costner, Avriel Lavigne, Michael Jackson, Britney Spears, Lana Del Rey, Jessica Alba, Joss Stone, Victoria Azarenka.
Morte: Esmagamento médio (partiu seu elmo, e causou afundamento craniano fatal)
Símbolo: Pégaso
____
1. Básico:
Nome? Mimo Tychodiókti
Apelido?
Idade? X
Gênero? Masculino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Humano
Ocupação/profissão? Guerreiro
Papel na missão?
Frase/verso recorrente? "
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Academia
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? Aventureiro
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
---
Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
---
GELKO ENARÉTO (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM )
Gelko
---
Paralelos:
-》 Arya Stark (As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R.Martim), Michael Westen (Burn notice), Jack Bauer (24), Indiana Jones ( Indiana Jones Series), John McClane (Die Hard Series), Angus MacGyver (MacGyver), Lisbeth Salander (The girl with the dragon tattoo), James Bond (Bond Series).
-》 Clint Eastwood, Milla Jocovich, Olivia Wilde, Bear Grylls, Tom Cruise, Michael Jordan, Daniel Craig, Michelle Rodriguez.
Morte : Esmagamento leve (uma pancada na cabeça o matou em duas rodadas. Não havia cura possível).
Símbolo : Minotauro
1. Básico:
Nome? Gelko Enaréto
Apelido?
Idade? X
Gênero? Masculino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Humano
Ocupação/profissão? Guerreiro
Papel na missão?
Frase/verso recorrente?
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Academia
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? Virtuoso
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
---
Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
---
AIJA PROXENEÍO (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM)
Aija
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Paralelos:
-》Sansa Stark, Cersei Lannister (As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R.Martim), Dean Winchester (Supernatural), Monica (Friends), Carmela Soprano ( The Sopranos ), Jack Shephard (Lost), Larry Bloom (Orange is the new black), Mrs. Hudson (Sherlock Holmes Series ).
-》Bill Clinton, Taylor Swift, Jennifer Garner, Steve Harvey, Danny Glover, Jennifer Lopez, Sally Field, Tyra Banks.
.Morte: Penetração pesada (a arma a empalou / atravessou matando)
.Símbolo : Medusa
1. Básico:
Nome? Aija Proxeneío
Apelido?
Idade? X
Gênero? Feminino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Meio-elfa
Ocupação/profissão? Barda
Papel na missão?
Frase/verso recorrente?
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo? Uma harpa ou outro instrumento musical?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Confraria?
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? cônsul
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
---
Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
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HAUEU EKTELESTIKÓ (CONSTRUÇÃO DE PERSONAGEM )
Haueu
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Paralelos:
-》 Robb Stark (As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R.Martim), Boromir (O Senhor Dos Anéis - Tolkien), Dwight Schrute (The Office), Claire Dumphy (Modern Family), Ana Lucia Cortez (Lost), Violet Crawley (Downton Abbey), Lisa Cuddy (House M.D.), Porthos (Os três mosqueteiros).
Morte : Penetração média (um corte no olho alcançou o seu cérebro)
Símbolo: Manticóra
1. Básico:
Nome? Haueu Ektelestikó
Apelido?
Idade? X
Gênero? Masculino
Data do seu nascimento? X
Lugar do seu nascimento? x
Raça/etnia? Meio-elfo
Ocupação/profissão? Bardo
Papel na missão?
Frase/verso recorrente?
2. Aparência:
Altura?
Peso?
Cor da pele?
Formato do rosto?
Cor dos seus olhos?
Característica facial distintiva?
Alguma outra característica?
Cor do cabelo?
Estilo do cabelo?
Biotipo corporal?
Postura?
Vestimentas?
Algo que sempre leva consigo? Instrumento musical?
Algum acessório?
3. Vida:
Habilidades?
Incompetência?
Forças/talentos/vantagens?
Fraquezas/desvantagens?
Hobbies?
Hábitos?
Animais de estimação?
Seu lar? (Descrição da casa, rua, bairro, vizinhança em geral)
É membro de alguma organização ? Confraria?
Qual é a sua renda?
Está satisfeito com o trabalho?
Como está sua saúde?
4. Atitude:
Tipo de personalidade? Executivo
Sua moral?
Auto-contole?
Motivação?
Desencorajamento/desâmimo?
Nível de inteligência?
Nível de confiança?
Filosofia de vida?
Maior medo/fobia?
5.Passado:
Infância?
Acontecimentos marcantes?
Maior realização?
Outra realização?
Pior momento?
Maior falha/erro?
Algum segredo?
Melhor memória?
Pior recordação?
6. Enredo:
Papel na história?
Alinhamento?
Objetivo a curto prazo?
Objetivo a longo prazo?
Primeira aparição?
Envolvimento na trama?
Conflito?
Momento mais decisivo?
7. Relações com os demais personagens
Amor - ódio
Admiração - desprezo
Confiança - desconfiança
Lealdade - deslealdade
Respeito - desrespeito
Gosta - não gosta
(1-2-3-4-5)
Totalmente - Não - Neutro - Sim - Totalmente
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Jornada do herói
1. Mundo Comum
2. Chamado à Aventura
3. Recusa do Chamado
4. Encontro com o Mentor
5. Travessia do Primeiro Limiar
6. Testes, Aliados, Inimigos
7. Aproximação da Caverna Oculta
8. Provação
9. Recompensa (Apanhando a Espada)
10. Caminho de Volta
11. Ressurreição
12. Retorno com o Elixir
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